Sargento Eyder Brasil é o candidato do Rocha à presidência



“Nossa missão é ter a Assembleia aliada ao Governo", disse o candidato a presidente da ALE-Rondônia apoiado pelo Poder Executivo.

Mais um round da batalha pela presidência da Assembleia Legislativa e da Mesa Diretora. O PSL indicou o nome do seu único deputado, o Sargento Eyder Brasil, para entrar na briga pelo comando do parlamento estadual de Rondônia.

Eyder disse que foi chamado pelo governador Marcos Rocha, que lhe deu a missão de arregimentar forças políticas na ALE, para buscar o comando do poder. A decisão de ter candidatura própria é do PSL nacional e teria o aval do próprio presidente Jair Bolsonaro, não só em relação a Rondônia como também em outros parlamentos estaduais, país afora.

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- Nossa missão é ter a Assembleia aliada ao Governo, para fazermos Rondônia cada vez melhor, disse ontem o novo candidato, já numa linguagem de campanha. Segundo Eyder, ele terá, de imediato, o apoio do deputado José Lebrão, o mais votado no último pleito para a ALE e que estava candidato.

- O Lebrão me propôs também ser o novo candidato, mesmo sem saber da decisão do Governador em me convocar. A partir daí, vamos em busca de uma alternativa. Em consenso do grupo, sou então o candidato. A outra chapa existente, por enquanto, tem como candidato o deputado Jean Oliveira, representando o grupo de oposição.

É bom que se diga que a eleição para a Presidência e Mesa Diretora da Assembleia interessa sim e interessa muito ao governo. São poderes independentes, mas um depende do outro. E uma Assembleia dominada pela oposição, se sabe, pode causar muitos danos a um governante e a uma administração.

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Na própria história de Rondônia, essa tese que, se sabe, é na verdade muito concreta, já ocorreu várias vezes. Recentemente, apenas para lembrar o último episódio de confrontos entre Executivo e Legislativo, ocorreu nos primeiros dois anos do governo de Confúcio Moura. Ele afirmava que não iria se envolver na eleição da ALE. Cumpriu. Passou praticamente todo o seu primeiro mandato sob o tacão de um parlamento, que lhe fez ferrenha oposição e chegou a aventar a possibilidade do impeachment dele.

No segundo governo, quando houve uma aproximação com a Assembleia e com seu principal líder, Maurão de Carvalho, a situação se tornou absolutamente tranquila e a convivência harmoniosa. O problema hoje é que Marcos Rocha não tem uma base política sólida na Assembleia. Seu partido só elegeu um parlamentar e ele não tem ideia de quantos entre os deputados (entre novatos e reeleitos), vão ficar ao seu lado, ainda mais porque ele não aceita a política tradicional.

Agora, o Governador precisará ter muito jogo de cintura para trabalhar em parceria com o parlamento.

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Fonte: jornalista Sérgio Pires

Edição noticiastudoaqui.com

 



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