Léo Moraes solicita novamente ao IPHAN autorização para alterar prédio histórico e a sociedade reage




Redação, Porto Velho (RO), 13 de agosto de 2025 – A Prefeitura de Porto Velho protocolou pela segunda vez um pedido junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para realizar intervenções no “prédio do Relógio”, um imóvel tombado pela União e integrante do acervo histórico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, atualmente em uso como sede da prefeitura.

No contrato de cessão de uso gratuito, firmado em 2017 (nº 05310.000046/2017-03), está previsto que o edifício mantenha suas características originais. O uso autorizado é exclusivamente cultural, com previsão de uso como museu.

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O que está sendo solicitado:

  • Instalação de escada externa e porta, justificadas como rota isolada para acesso direto à garagem sem contato com o público;
  • Demolição e reconstrução de partes da fachada, além de infraestruturas como pintura, guarda-corpo, corrimão;
  • Remoção de esquadrias existentes, instalação de portas novas e pisos vinílicos;
  • Reformas internas, incluindo ajustes no gabinete do prefeito, copa, lavabo, troca de louças sanitárias e pintura das paredes.

Reações e críticas:

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A proposta gerou ampla repercussão negativa nas redes sociais, além de manifestações de historiadores e da população. As críticas se concentram especialmente na escada externa, vista como uma “rota de fuga” para a garagem, e apontam que a intervenção compromete o valor arquitetônico e histórico do patrimônio.

Especialistas em preservação alertam que tais intervenções podem descaracterizar o imóvel, afetando sua integridade e o propósito original de uso cultural. Para muitos, as reformas sugeridas deveriam ser direcionadas à sede administrativa da prefeitura, localizada na Rua Pedro II, em frente à Catedral de Porto Velho.

Contextualização histórica e patrimonial

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O prédio do Relógio é um símbolo da cidade e integrante do conjunto histórico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Como bem tombado, qualquer tipo de alteração exige autorização expressa do IPHAN, conforme legislação de preservação do patrimônio cultural. A insistência em uma nova solicitação por parte da gestão municipal sinaliza o embate entre funcionalidade administrativa e conservação histórica.

Panorama geral

AspectoDetalhes
ImóvelPrédio do Relógio — patrimônio histórico federal e sede da prefeitura
Pedido atualNovo protocolo ao IPHAN para alterar tanto a parte interna quanto externa
Motivo alegadoFacilitar acesso externo, ampliar conforto e modernizar o espaço interno
Críticas principaisPotencial descaracterização e ruptura com o valor arquitetônico original
Alternativa sugeridaUsar prédio-sede da prefeitura para essas demandas administrativas

Conclusão

O episódio destaca a tensão entre a necessidade de adequação dos espaços públicos para uso administrativo e o compromisso com a preservação da memória histórica. A expectativa agora recai sobre o posicionamento do IPHAN, que decidirá se autoriza ou não as intervenções propostas — decisão que, sem dúvida, será acompanhada com atenção tanto pela população quanto por especialistas e órgãos de preservação.


Fonte: noticiastudoaqui.com



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