
É comum candidatos aos mais diferentes cargos da República usarem o santo nome de Deus em suas aparições públicas e nos programas de propaganda eleitoral, na tentativa de ludibriar os eleitores desavisados e, com isso, passarem uma imagem de cristão. Alguns aparecerem em missas e cultos, orando em voz alta, para impressionar católicos e evangélicos. Outros se deixam fotografar recebendo bênçãos de lideranças religiosas. Outros, ainda, têm o atrevimento de transformar o púlpito, um lugar sagrado, destinado à pregação da palavra do Senhor, em palanque eleitoral.
No fundo, são verdadeiros artistas, nada devendo aos atores de novela, porém, como não se deve tomar o santo nome do Senhor em vão, certamente, serão castigados, porque Deus não permite que fariseus usem seu sagrado nome para lograrem objetivos eleitoreiros e mesquinhos. Garanto que só procuram as Igrejas às vésperas e durante as eleições para mostrarem o lado devoto e abnegado de cristãos tementes a Deus. Isso é verdadeira heresia. É muita cara de pau. E o pior é que ainda tem pregador que embarca na canoa furada dessa gente. A esses, recomendo que leiam, atentamente, 1 Tessalonicenses 2:3-7, que diz: “Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência; mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações, pois, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha; e não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos”.
Esses boquirrotos não perdem por esperar. Logo o relho lhes correrá nos lombos sem piedade para aprenderem a respeitar o nome de Deus e jamais usá-lo como cabo eleitoral. Se esse ou aquele candidato não tem ideias, então, não fique cometendo blasfêmia, porque os eleitores conscientes estão de olho, não é de hoje, naquele tipo de político que tenta conquistar votos, em nome de Deus que, do alto de Sua onipotência, o julgará soberanamente. Aprendam uma coisa: Deus não é cabo eleitoral de ninguém.