Greve de agentes penitenciários: Governo culpa deputado por alterar Orçamento e impor emenda inconstitucional



Em nota divulgada no início da noite desta terça-feira (15), o Governo do Estado se pronunciou sobre o anúncio de greve de agentes penitenciários e culpou o próprio deputado que defende a categoria, Anderson da Silva Pereira (PROS), de promover na Assembleia Legislativa alterações no Orçamento, retirando recursos de outras áreas e secretarias para aumentar a despesa da Sejus e assim, a própria despesa com pessoal do Estado.

Ainda de acordo com o Governo, o deputado representante do Singeperon distorceu o acordo realizado com autoridades da administração passada, “alterando os valores e retirando da Sepog sem nenhum estudo ou critério legal. A emenda foi ilegal e inconstitucional ferindo de morte os acordos já definidos entre o Executivo e o Sindicato.”

Pela manhã, o deputado Anderson emitiu nota atacando o Governo, informando que o projeto vetado pelo governador “é parte de um acordo judicial homologado pelo Tribunal de Justiça, cuja previsão orçamentária, aprovada pelo Parlamento estadual, não aumenta um centavo a mais no Orçamento da Sejus, pelo contrário, já que a própria categoria contribuiu para o enxugamento desses valores ao abrir mão de escala, regionalização de unidades e outros benefícios para que a justiça salarial fosse feita.”  Disse ainda que o governador Marcos Rocha conhece a realidade financeira dos servidores e acompanhou todo esse processo.

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Confira a nota na íntegra do Governo

O Governo do Estado do Estado de Rondônia, no último dia 14.01.2019, publicou a Lei Orçamentária Anual do exercício de 2019. A lei, encaminhada pelo ex-governador do Estado, Daniel Pereira, e aprovada pela Assembleia Legislativa representa a programação de receitas e despesas para o ano de 2019.

Dentro do processo de aprovação do projeto orçamentário na Assembleia Legislativa, os Excelentíssimos Senhores deputados estaduais promoveram alterações no projeto. Entre essas, o deputado estadual Anderson do Singeperon promoveu modificações no orçamento. Essa emenda trazia não apenas modificações de despesas internas da Sejus – Secretaria de Estado da Justiça -, mas retirava receitas de outras secretarias para incluir no cumprimento das despesas relativas ao dissídio coletivo.

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Essas receitas que iriam ser remanejadas pelo deputado estavam alocadas para execução de políticas públicas nas áreas de segurança, educação e saúde. Diferente do quanto afirmado em nota pública, a alteração promovida pelo deputado majorava a despesa da Sejus e, inclusive, aumentava a despesa com pessoal do Estado.

O veto da LOA 2019 caminhou no sentido de que, além da alteração não estar alinhada com o quanto acordado – readequação apenas de despesas internas da Sejus, sem aumento – alterava a programação orçamentária do Poder Executivo que foi exaustivamente discutida pelos técnicos de todos os Poderes e órgãos independentes – Legislativo, Judiciário, Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública do Estado – além de toda a sociedade civil, nas audiências públicas.

É importante ressaltar que o veto se deu haja vista o não cumprimento do acordo realizado na mesa de negociação aberto extraordinariamente a pedido do deputado Anderson do Singeperon e membros do sindicato. Como é sabido, a ata da Menp previa um remanejamento por dentro da Sejus na ordem de 12 milhões tirando de horas extras e incorporando ao vencimento. Ou seja, um ganho real que levaria para a aposentadoria. Porém, o deputado Anderson distorceu o acordo em ata alterando os valores e retirando da Sepog sem nenhum estudo ou critério legal. A emenda foi ilegal e inconstitucional ferindo de morte os acordos já definidos entre o Executivo e o Sindicato.

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O Governo do Estado reforça que a equipe técnica está alinhada e a postos para realizar todas as orientações, estudos e medidas que forem necessárias para honrar com os compromissos firmados pela gestão anterior e o devido reconhecimento dos agentes penitenciários e de todos servidores do Estado.



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