
Redação, Porto Velho (RO), 12 de janeiro de 2026 — Um episódio que ganhou repercussão nesta segunda-feira abalou a cena local de comunicação e reacendeu debates sobre racismo e respeito nas interações públicas na cidade de Vilhena, no sul de Rondônia. O radialista José Fernando Prates, de 49 anos, conhecido como “Furão”, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil por injúria racial contra um médico, após receber supostas mensagens ofensivas que teriam sido enviadas por meio digital.
De acordo com o registro policial, feito na manhã de hoje e formalizado sob o número 00005841/2026, o comunicador afirma que o médico, identificado pelas iniciais D. A. S., de 57 anos, teria proferido ofensas de cunho discriminatório contra ele, sua esposa e sua filha de apenas 11 anos.
Segundo o boletim, as mensagens atribuídas ao acusado teriam chegado via ambiente virtual e incluíam referências racistas dirigidas ao radialista — como a expressão “aquele negro” — além de insultos à esposa dele, incluindo comentários extremamente ofensivos sobre sua aparência física. A criança também teria sido alvo dos ataques verbais.
Repercussão
O registro da ocorrência ocorreu após a vítima ter apresentado cópias de áudio com trechos das supostas ofensas à autoridade policial. Esses áudios foram anexados ao boletim e agora deverão ser analisados no curso das investigações da Polícia Civil de Rondônia, que deve apurar os fatos e, se confirmados, levar o caso à esfera judicial.
O comunicador, que atua em uma emissora de rádio local, afirmou que não havia tido desentendimentos prévios com o médico, mas que, diante da gravidade das expressões dirigidas à sua família, decidiu procurar a polícia e “levar o caso à justiça”.
Contexto e Importância do Caso
Casos de injúria racial — ainda que em contextos digitais — são previstos e punidos pela legislação brasileira, e sua investigação é essencial para combater práticas discriminatórias e garantir direitos fundamentais de respeito e dignidade. De acordo com a lei (Lei nº 7.716/1989), injúria racial ocorre quando alguém ofende a dignidade ou decoro de outra pessoa em razão de raça, cor ou origem, com potencial de gerar sanções penais e civis ao autor.
Nesta ocorrência em Vilhena, além da ofensa ao radialista, o fato de terem sido mencionados familiares, incluindo uma menor de idade, deve ser considerado cuidadosamente na apuração — tanto pela polícia quanto pela Justiça — em função da proteção especial garantida a crianças e adolescentes nas normas brasileiras.
O que acontece agora?
A Polícia Civil prossegue com as investigações. Caso fique comprovada autoria e materialidade, o caso pode resultar em ação penal por injúria racial e, possivelmente, em processo civil por danos morais, conforme prevê a legislação brasileira.
Fonte: noticiastudoaqui.com