Tenente-coronel da PM de RO é preso em Foz do Iguaçú com valiosa carga de emagrecedores contrabandeados do Paraguai



Redação, Porto Velho, 03 de maio de 2026 - Um tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia foi preso em flagrante ao tentar entrar no Brasil com uma grande quantidade de medicamentos para emagrecimento, avaliados em até R$ 400 mil, na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai. A prisão ocorreu no sábado (2), durante uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal.

Identificado como Davi Machado de Alencar, o oficial transportava mais de 300 ampolas de substâncias utilizadas para emagrecimento, como a tirzepatida, além de outras drogas ainda em fase experimental, sem autorização sanitária para entrada no país.

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Segundo as autoridades, a carga incluía também canetas emagrecedoras de alto valor comercial, o que elevou a estimativa do prejuízo potencial para cerca de R$ 400 mil. O transporte irregular de medicamentos configura crime, com penas que podem chegar a mais de 10 anos de prisão, além de multa.

A abordagem ocorreu durante fiscalização de rotina na aduana da ponte, considerada um dos principais corredores de entrada de mercadorias ilegais no país. A região é frequentemente alvo de operações de combate ao contrabando e ao descaminho, especialmente de produtos farmacêuticos e eletrônicos.

Após a prisão, a Justiça Federal arbitrou fiança de R$ 30 mil, permitindo que o militar responda ao processo em liberdade. O caso deve ser investigado para apurar possíveis conexões com redes de comércio ilegal de medicamentos, prática que tem crescido nas fronteiras brasileiras devido à alta demanda por produtos voltados ao emagrecimento.

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O episódio também levanta questionamentos institucionais, já que envolve um oficial de alta patente. Internamente, a Polícia Militar pode instaurar procedimento administrativo paralelo, enquanto a investigação criminal segue no âmbito federal.

Especialistas alertam que o uso e a comercialização irregular de substâncias como a tirzepatida representam riscos à saúde pública, sobretudo quando adquiridas fora dos canais autorizados, sem controle de procedência e armazenamento adequado.

Fonte: noticiastudoaqui.com

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