Redação, Porto Velho RO, 05 de junho de 2026 - Uma denúncia feita por acadêmicos do curso de Direito da Faculdade Católica de Rondônia colocou em evidência uma prática que vem gerando indignação entre estudantes e familiares. Segundo relato dos formandos, a instituição teria exigido o pagamento de R$ 10 mil para utilização do próprio auditório da faculdade durante a cerimônia de colação de grau, após a turma optar por contratar uma empresa de formatura diferente da parceira conveniada à instituição.
De acordo com os estudantes, a controvérsia surgiu quando o grupo considerou elevados os valores apresentados pela empresa indicada pela faculdade e decidiu buscar uma alternativa mais acessível no mercado. Após a contratação de outra organizadora de eventos, os alunos tentaram reservar o auditório para a solenidade, mas teriam sido informados de que o uso do espaço dependeria do pagamento da taxa de R$ 10 mil.
A situação abriu um debate sobre possível duplo pagamento por parte dos acadêmicos. Isso porque os alunos já arcam durante anos com mensalidades, taxas acadêmicas e demais custos relacionados à formação superior, o que leva parte da comunidade estudantil a questionar a cobrança adicional para a realização de um ato que simboliza a conclusão do curso. Para os formandos, a exigência acaba funcionando como uma penalização financeira para quem decide não aderir aos serviços da empresa conveniada, comprometendo ainda mais o orçamento de famílias que já enfrentam elevados gastos com vestimentas, fotografias, convites e organização da cerimônia.

Embora a faculdade alegue que o regulamento interno limita o uso gratuito do auditório a atividades acadêmicas específicas e que a colação de grau não estaria enquadrada nessa categoria, os estudantes sustentam que a medida cria uma barreira econômica e restringe a liberdade de escolha dos consumidores. A percepção entre os formandos é de que a cobrança pode representar uma forma indireta de pressão comercial, favorecendo a contratação da empresa parceira em detrimento da livre concorrência.
A repercussão do caso ultrapassou os muros da instituição e reacendeu discussões sobre transparência, razoabilidade de taxas acadêmicas e respeito ao direito de escolha dos alunos. Especialistas em relações de consumo observam que situações semelhantes costumam provocar questionamentos jurídicos quando há indícios de condicionamento de serviços ou imposição de custos considerados excessivos. Até o momento, a instituição mantém seu posicionamento, enquanto os estudantes buscam alternativas para realizar a cerimônia sem comprometer ainda mais o orçamento da turma.
Fonte: noticiastudoaqui.com