Redação, Porto Velho RO, 22 de julho de 2026 - Uma operação integrada das forças de segurança desarticulou um esquema criminoso de distribuição de drogas que atuava entre os municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho, em Rondônia. A ofensiva resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão, representando mais um duro golpe contra a estrutura logística utilizada por organizações criminosas para abastecer o tráfico de entorpecentes no Estado.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos da Comarca de Porto Velho e cumpridas durante a Operação Compressor, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO). A ação teve como foco um grupo suspeito de organizar todas as etapas da cadeia criminosa, desde a aquisição e o transporte da droga até o recebimento e a distribuição dos entorpecentes na capital.

Segundo as investigações, o esquema utilizava a estratégica localização de Guajará-Mirim, município situado na fronteira com a Bolívia, como ponto de entrada dos entorpecentes. A partir dali, a droga era enviada para Porto Velho, onde seria redistribuída para abastecer o mercado ilegal. Essa rota é considerada uma das mais monitoradas pelas forças de segurança devido à intensa atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico interestadual e transnacional.
A investigação teve início em abril de 2026, quando policiais interceptaram aproximadamente 13,5 quilos de maconha escondidos dentro de um objeto remetido por uma transportadora. A apreensão revelou um sofisticado método utilizado pelos criminosos para tentar despistar a fiscalização e serviu como ponto de partida para identificar os responsáveis pela remessa e toda a rede de distribuição.
Ao longo dos meses, os investigadores reuniram provas que apontaram a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes do grupo. As apurações indicam que havia responsáveis pela aquisição da droga, pelo transporte, pelo recebimento das cargas e pela posterior distribuição dos entorpecentes em Porto Velho, caracterizando uma atuação coordenada típica de organizações criminosas.
Durante o cumprimento dos mandados, equipes realizaram buscas em imóveis localizados em Porto Velho e Guajará-Mirim, em busca de documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e outros elementos que possam fortalecer as investigações e identificar possíveis novos integrantes do esquema.
A Operação Compressor contou com a atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO), composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal Estadual e Polícia Penal Federal, demonstrando a integração entre as instituições no enfrentamento ao crime organizado. A 1ª Delegacia de Polícia Civil de Guajará-Mirim também prestou apoio às diligências.
Para os investigadores, ações dessa natureza são fundamentais para enfraquecer financeiramente as organizações criminosas, interrompendo a logística de abastecimento do tráfico antes que os entorpecentes cheguem aos centros consumidores. Além das prisões efetuadas, o material apreendido durante a operação passará por perícia e poderá revelar novas ramificações da organização.
As investigações prosseguem e não estão descartadas novas fases da operação. A expectativa é que a análise do material recolhido durante as buscas permita identificar outros envolvidos, ampliar o mapeamento da rede criminosa e responsabilizar todos aqueles que participaram da cadeia de tráfico de drogas entre Guajará-Mirim e Porto Velho.
Fonte: noticiastudoaqui.com