A Justiça Eleitoral de Rondônia decidiu suspender a última pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá. A medida liminar foi determinada pela juíza Letícia Botelho e atende a uma representação movida pelo PSD, partido liderado pelo ex-prefeito Adailton Fúria. A sondagem, divulgada em 14 de maio, colocava Fúria em segundo lugar, tecnicamente empatado com o ex-prefeito Hildon Chaves.
Pesquisa Veritá sob escrutínio da Justiça
A decisão judicial aponta 7 pontos de divergência que precisam ser esclarecidos pelo Instituto Veritá. Entre as inconsistências listadas pela magistrada estão: a diferença entre os períodos de coleta de dados informados no sistema PesqEle e no relatório; a descrição incompleta dos municípios, bairros, áreas ou setores pesquisados, com o quantitativo de entrevistas em cada local; a forma como as entrevistas foram aplicadas; os critérios de checagem dos questionários, incluindo os 20% de conferência; a justificativa técnica para o fator de ponderação '1'; e a apresentação da versão integral do questionário utilizado.
Ausência de irregularidades no financiamento
É importante ressaltar que a magistrada não questionou o financiamento da pesquisa. A decisão deixa claro que o autofinanciamento, por si só, não representa uma irregularidade. O registro da pesquisa indica que os recursos foram próprios, com o próprio Instituto Veritá Ltda. constando como contratante e pagante, acompanhado de nota fiscal. A juíza afastou qualquer suspeita de fraude no pagamento, afirmando que qualquer alegação de financiamento oculto demandaria provas mais concretas, e não apenas suposições sobre o custo da pesquisa.
Resultados da pesquisa em questão
Na pesquisa estimulada, o senador Marcos Rogério aparecia na liderança com 42% das intenções de voto. Em seguida, vinham Adailton Fúria, com 22,2%, e Hildon Chaves, com 21,7%.
Texto: Redação | Fotos: Arquivo