Missionária presa é acusada de recorrer a facção para localizar homem que furtou sua casa



Missionária presa é acusada de recorrer a facção para localizar homem que furtou sua casa

Redação, Porto Velho RO, 16 de setembro de 2026 - Uma mulher que se apresentava como missionária evangélica foi presa durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, e passou a ser investigada por suposta ligação com uma facção criminosa. Segundo informações divulgadas no âmbito da investigação, Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida teria recorrido a integrantes do grupo para localizar e punir um homem apontado como responsável por furtar sua residência.

De acordo com a apuração, Rhavenna mantinha contato com pessoas ligadas à facção e teria utilizado essas conexões para tentar identificar o suspeito do furto. Em uma conversa registrada durante a investigação, ela teria encaminhado um vídeo do crime a um contato identificado como “Cliente Pedregal” e perguntado se o autor havia sido localizado. Na resposta, o interlocutor afirmou que estava atrás do homem e fez uma ameaça de morte. Posteriormente, teria enviado uma imagem de uma pessoa amarrada.

As investigações apontam ainda que o suspeito não chegou a ser localizado naquele momento. Dias depois, segundo a denúncia, Rhavenna voltou a perguntar sobre o paradeiro dele e recebeu a informação de que ainda não havia sido encontrado. Na mesma sequência de mensagens, o contato teria enviado R$ 500 à investigada e pedido desculpas pelo atraso.

O caso integra a Operação Fariseus, que investiga a atuação de um núcleo familiar supostamente ligado a uma facção com forte presença em Mato Grosso. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), familiares de Rhavenna teriam utilizado a condição de líderes religiosos e integrantes de um grupo de evangelização chamado “Resgatando Vidas” para manter contato com integrantes presos na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Ainda segundo o Ministério Público, as visitas ao sistema prisional teriam servido também para facilitar a entrega de celulares e carregadores a integrantes da organização criminosa. A denúncia cita outros familiares de Rhavenna e atribui a eles diferentes funções que estariam relacionadas à suposta estrutura financeira e operacional do grupo.

As autoridades também apontam que Rhavenna teria mantido relacionamentos com integrantes ligados à facção. Entre os nomes citados na investigação estão Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, e Renildo da Silva Rios, o “Véio” ou “Velhote”, apontado como conselheiro do grupo. A denúncia também menciona suposta ligação da família com Sandro Silva Rabelo, o “Sandro Louco”, apontado como uma das principais lideranças da facção em Mato Grosso.

A investigação ganhou repercussão pela suspeita de que uma estrutura apresentada publicamente como atividade religiosa teria sido utilizada, segundo o Ministério Público, para facilitar contatos com integrantes do crime organizado. Rhavenna e os demais denunciados permanecem na condição de investigados e acusados no processo, cabendo à Justiça analisar as provas e definir eventuais responsabilidades.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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