
A Justiça mandou soltar os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além do influenciador Chrys Dias e do dono da página “Choquei”, Raphael Sousa, investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa que teria movimentado R$ 260 bilhões. Na decisão, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Messod Azulay Neto, relator da ação, entende que houve “flagrante de ilegalidade”.
De acordo com o documento, a decisão que decretou a prisão temporária de 30 dias dos envolvidos foi ilegal, pois, no momento da prisão, os policiais informaram o prazo de apenas cinco dias de prisão temporária.
A decisão, voltada para o MC Ryan, foi estendida aos demais suspeitos presos pelo mesmo crime devido ao princípio da isonomia e à “possibilidade de extensão dos efeitos benéficos da ordem de habeas corpus”.
Os investigados foram presos no último dia 15 no âmbito da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal. O grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à lavagem de dinheiro em larga escala, com base principalmente na exploração de apostas ilegais e rifas digitais, além de possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.
Ryan no centro da organização
No centro da estrutura, segundo as investigações, está Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan, identificado como líder e principal beneficiário econômico.
Segundo as investigações, ele usava empresas ligadas ao setor artístico e de entretenimento para mesclar receitas lícitas com recursos de origem criminosa, adotando mecanismos de blindagem patrimonial, como o uso de “laranjas”, transferência de bens a terceiros e aquisição de ativos de alto valor.
fonte r7