Cremero abre processo para investigar três médicos por fazerem laqueadura sem autorização em paciente de RO



O Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) abriu um processo ético-profissional para investigar a conduta de três médicos após a denúncia de uma mulher que afirma ter sido submetida a uma laqueadura sem autorização durante um parto na Maternidade Municipal de Ji-Paraná (RO) em 2021.

Médicos sob Investigação do Cremero

Segundo o casal, a laqueadura foi realizada durante uma cesariana sem o consentimento deles. Eles também afirmam que o médico responsável disse que faria o procedimento mesmo sem autorização. Um dos profissionais citados, o médico Eliedson Vicente de Almeida, já foi condenado pela Justiça em 2025.

Após analisar a denúncia, os documentos e as explicações dos envolvidos, a conselheira Andrea Barbieri de Barros concluiu que há indícios suficientes para investigar os médicos Eliedson Vicente de Almeida, Jozelida Bitencour Miranda da Silva e Geraldo Carvalho de Alencar. É importante ressaltar que a abertura do processo não significa culpa, mas sim que há elementos para aprofundar a investigação.

O Que Dizem os Médicos

A médica Jozelida Bitencour Miranda da Silva informou que atuou como auxiliar e que a paciente, com 42 anos e quadro grave de pré-eclâmpsia, levou o obstetra a optar pela laqueadura durante a cesariana. O médico Eliedson Vicente de Almeida alegou que a paciente tinha pressão muito alta e necessitava de cesariana de urgência. Ele afirmou que a decisão pela laqueadura foi tomada durante a cirurgia devido ao estado de saúde, idade e riscos de nova gravidez, e que a paciente concordou verbalmente, mas não assinou por conta da urgência.

O relatório do Cremero sobre Geraldo Carvalho de Alencar apontou uma possível falha no preenchimento do prontuário médico, com falta de informações sobre queixas da paciente, exame físico e conduta adotada.

O Impacto na Família

Para o casal, a abertura do processo é um passo na busca por responsabilização. Fabio Rodrigues dos Santos, pai da criança, espera que os profissionais sejam punidos caso as irregularidades sejam confirmadas, destacando o grande impacto na família e o desejo frustrado de ter outro filho. Ele aguarda o desfecho das ações judiciais.

Silvanei Alves Pereira, a paciente, ainda lida com as consequências emocionais. Ela expressou a tristeza e o sofrimento causados pelo episódio que marcou a vida deles, impedindo o sonho de ter mais um filho e esperando que a investigação ética esclareça os fatos e considere os impactos do procedimento.




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