Canibalização evangélica, o enigmático Cassol e Fúria, o independente



Canibalização evangélica, o enigmático Cassol e Fúria, o independente

Tudo se multiplica

Causou muito impacto em meados do século passado a revelação do meteorologista Edward Lorenz da importância do Efeito Borboleta, parte da Teoria do Caos. Na imagem que ele usou, o suave bater das asas de uma borboleta no Brasil pode provocar um furacão no Texas. É uma forma de dizer que na escala global, pequenas ações podem ter grandes consequências.

Até passado recente, os cientistas anunciavam descobertas a intervalos mais ou menos longos, mas com o avanço da tecnologia ocorrem dezenas de achados científicos ao mesmo tempo, só variando o tempo em que cada um é divulgado. Embora poucos estranhem a revelação de uma descoberta por dia, fica difícil não perceber o alcance da notícia de que apenas recentemente foram descobertas 339 novas espécies de besouros no Equador.

Não 9 ou 39, mas 339 espécies até então desconhecidas em nossa vasta Amazônia. Diante de tamanho impacto, fica difícil até imaginar que de uma hora para outra um volume ainda maior de descobertas possa ser anunciado, seja no reino animal como no mineral. Tão importante quanto preservar o que for possível, havendo ainda tanto a descobrir, é decisivo aprofundar as pesquisas nas áreas com sinais de devastação acelerada, para que possíveis ganhos econômicos não se percam, já que muitas novas descobertas sinalizam para aportes decisivos para curas e tratamentos médicos, prometendo lucros substanciais.

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Canibalização evangélica

São tantos pastores evangélicos disputando cargos eletivos a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, que já temos uma canibalização no segmento para o pleito de outubro. Para Assembleia Legislativa, pelo menos uma dúzia de parlamentares que se dizem evangélicos vão enfrentar predadores no meio. Mas uma peleja que chama atenção, pela forte estrutura dos postulantes envolve o Pastor Valadares, suplente de deputado federal e o pastor Evanildo, pai do deputado estadual Marcelo Ctuz, ex-presidente da Assembleia Legislativa do estado.

Proposta de renovação

O MDB de Rondônia comparece as eleições 2026 com uma proposta de renovação dos quadros políticos do estado, que atualmente é um dos apelos do eleitorado. Começa pela candidatura ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual, do professor universitário Pedro Abib, debutando na política. Segue com nominatas a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados com representantes oriundos das bases. Passados momentos de turbulências a legenda se prepara para mais uma eleição. O MDB tem tradição no estado, já que elegeu os governadores Jeronimo Santana e Valdir Raupp. Além disto teve um governador nomeado, o professor Ângelo Angelim.

Aliança com o MDB

Depois de idas e vindas, o MDB que tem como sua grande liderança no estado de Rondônia, o senador Confúcio Moura optou por uma nova aliança com o PDT. Os dois partidos já foram bem-sucedidos nas urnas, mesmo sem favoritismo nas pelejas. Confúcio novamente estará junto com o ex-senador Acir Gurgacz que já cumpriu dois mandatos e busca a sua volta ao pódio no Senado da república. A coligação une juventude e experiência, buscando equilíbrio para uma nova jornada vitoriosa. As militâncias pedetistas e emedebistas já estão se unindo nesta nova jornada.

O enigmático Cassol

Como uma noiva cobiçada – e infiel! – o ex-governador Ivo Cassol ainda não se definiu para que lado vai ficar nas eleições 2026. Ele teria indicado o comunicador Everton Leoni a vice de Adailton Fúria, mas também abraça Hildon Chaves nas feiras exposições agropecuárias e ao mesmo tempo fica piscando para Marcos Rogério. Cassol, velha raposa da política rondoniense, com certeza só não apoiaria Pedro Abib do MDB, porque odeia Confúcio, tampouco um candidato petista como Expedito Neto. Enigmático, como uma esfinge egípcia, Ivo Cassol está causando expectativas.

Fúria, o independente

Um dos favoritos na disputa ao governo estadual, o ex-prefeito Adailton Fúria (PSD), esconde seu mentor Expedito Junior –mais um ingrato como já foram Ivo e Hildão – posa de independente, buscando carreira solo na campanha 2026. Ora, Fúria, que teve uma excepcional administração em Cacoal, não pode ser considerado um independente da gestão Marcos Rocha já que a gestão estadual está apinhada de seus indicados e do seu mentor Expedito, que também tem o filho Expedito Neto disputando o CPA. Conta outra Fúria, que espécie de independência é esta? E não é justo esconder a paternidade da sua candidatura que é de Expedito Junior. Não seja ingrato!

Via Direta

*** Ainda ficou para ser resolvida ou não a indicação do segundo candidato ao Senado da aliança PDT/MDB. O registro das candidaturas vai até o dia 15 e ainda existe tempo para as confabulações políticas *** Caso haja mais um candidato do MDB na peleja poderá ser o ex-ministro Amir Lando ou o próprio senador Confúcio Moura a reeleição *** Em Ji-Paraná estão sendo identificados os predadores dos atuais parlamentares estaduais eleitos na eleição e 2022. Entre eles está Ari Saraiva, ex-secretário municipal *** Saraiva integra a nominata do Partido Novo, que lança também duas lideranças de Ariquemes, o ex-vice-prefeito Lucas Folador e o ex-senador Ernandes Amorim.

Carlos Sperança




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