Diálogos revelados da Polícia Federal expõem íntima relação entre Vorcaro e Moraes: escândalo milionário



Diálogos revelados da Polícia Federal expõem íntima relação entre Vorcaro e Moraes: escândalo milionário

Redação, Porto Velho RO, 01 de setembro de 2026 - As investigações da Polícia Federal (PF), cujos relatórios tiveram o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelaram detalhes estarrecedores sobre os bastidores do relacionamento entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. O conjunto de mensagens e documentos recuperados pela perícia expõe um enredo de trocas de favores, acordos milionários, estratégias para conter o avanço da imprensa e contatos diretos nas vésperas da prisão do banqueiro por emissão de títulos de crédito falsos.

Entre os achados mais conturbados da investigação está a tratativa contratual entre a instituição financeira e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. Em trocas de mensagens gravadas pelo sistema de comunicação, Vorcaro referia-se expressamente ao acerto com o escritório de advocacia da esposa de Moraes como “o pagamento mais importante que temos”. Trata-se de um contrato milionário — cujos valores chegam a R$ 129 milhões —, apontado como prioritário nas finanças da instituição bancária, mesmo durante momentos de severo estresse financeiro enfrentado pela empresa.

Além disso, as apurações demonstraram que o esforço para manter a relação protegida de holofotes extrapolava a seara institucional. A Polícia Federal identificou a atuação de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido no entorno do banqueiro pelo apelido de “Sicário”, encarregado de operacionalizar a derrubada de matérias jornalísticas e links que abordavam o contrato milionário com a esposa do magistrado ou mencionavam apurações sobre a tentativa de aquisição do Banco Master. Relatórios apresentados por “Sicário” a Vorcaro confirmavam a remoção sistemática de conteúdos da internet para evitar desgastes à imagem do ministro e do próprio negócio.

O ápice da tensão nos bastidores se deu nos dias que antecederam a prisão preventiva do ex-dono do Banco Master. Apenas 48 horas antes de ser detido pela Polícia Federal sob a acusação de esquemas com emissão de CDBs sem lastro real, Vorcaro manteve contato direto via aplicativo com o ministro. “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, questionou o ex-banqueiro, demonstrando prévio sobressalto sobre o avanço do cerco policial e consultando Moraes sobre a necessidade de deixar o país. No dia seguinte, sugeriu inclusive encontros presenciais ao indagar: "às 14h então, na sua casa ou na minha?", além de externar apreensão ao declarar que precisavam "dar um jeito de desarmar isso".

O material sigiloso enviado pela PF ao STF e remetido para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) desencadeou forte repercussão nos meios jurídicos e políticos. Enquanto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) declarou acompanhar o desdobramento dos fatos com profunda preocupação, integrantes do Judiciário debatem a necessidade de levar os novos elementos apurados ao Plenário da Corte, reacendendo debates sobre limites éticos, conflitos de interesse e a higidez das instituições de topo no país.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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