Alemanha reabre comércio, e Itália e Israel projetam retomar economia



Com queda de mortes, Bélgica também tem plano para diminuir isolamento social. Espanha tem menor número de mortes diárias em quase um mês

 
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A pandemia do novo coronavírus começa a dar uma trégua na Europa e, por isso, alguns países começam a diminuir as regras de isolamento, sempre seguindo as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), e até retomar algumas atividades econômicas como o comércio.

Alemanha começa hoje uma diminuição gradual das medidas restritivas com a abertura de estabelecimentos comerciais com até 800 metros quadrados. Cada estado alemão tem, ainda, autonomia para decidir regras próprias de reabertura. Lojas de bicicletas, concessionárias de automóveis e livrarias poderão abrir sem importar o tamanho.

Parte dos estados também decidiu impor medidas de proteção para a circulação de pessoas. A Saxônia e Mecklenburgo-Pomerania impuseram o uso obrigatório de máscaras nos transportes públicos e em espaços comerciais, medida que será adotada pela Baviera na próxima semana, quando começará a reabertura do comércio.

Segundo a imprensa alemã, a chanceler do país, Angela Merkel, ainda se mostra preocupada com a possibilidade de que a pressa por reabrir negócios e permitir atos públicos destruam tudo o que se conseguiu até agora no país para conter a pandemia.

Itália ensaia retomada

Severamente afetada pela pandemia, a Itália é outro país europeu que ensaia uma reabertura gradual do país a partir de 3 de maio, quando terminam as restrições para conter o novo coronavírus. Até agora, a covid-19 já infectou quase 180 mil pessoas na Itália e provocou a morte de 23 mil.

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, reuniu por videoconferência o comitê científico e econômico do país para analisar o modo com que esse desconfinamento vai acontecer — etapa conhecida no país como “Fase 2”.

Bélgica

Outro europeu que programa a retomada das atividades econômicas, a Bélgica registrou 168 mortes por covid-19 no último domingo — o nível mais baixo desde 26 demarço. Isso parece indicar que o pico de mortes tenha sido superado no país, informaram nesta segunda as autoridades nacionais.

O governo belga programou um anúncio de um plano de flexibilização das regras de confinamento na próxima sexta-feira (24). “Tomara que tenhamos superado o pico desta onda de falecimentos”, disse Emmanuel André numa coletiva de imprensa do Centro de Crise e do serviço federal de Saúde Pública da Bélgica.

Espanha tem queda de mortes

Duramente atingida pela covid-19, a Espanha superou nesta segunda-feira (20) os 200 mil casos da doença, mas as mortes diárias em decorrência da doença continuam caindo.

Nas últimas 24 horas, 399 pessoas morreram por causa da covid-19 no país, a cifra mais baixa desde 22 de março, segundo informou o Ministério da Saúde. A quantidade diária de mortes caiu pelo terceiro dia seguido e chega, agora, a um total de 20.852.

O porta-voz do ministério, o médico Fernando Simón, afirmou que o dado traz "muita esperança" que os novos casos diários estejam abaixo dos 3.000 e as mortes estejam menores que 400.

Israel

O país do Oriente Médio é outro país que começou sua volta à normalidade. Com números moderados de afetados pela doença (13 mil contágios e 171 mortos), Israel deu por superada a pior fase da pandemia do novo coronavírus.

No domingo (19), dia de trabalho no país, houve um retorno gradual à normalidade. As ruas de cidades como Jerusalém, Tel Aviv e Modiin amanheceram com movimento de carros e pessoas.

Cafeterias e restaurantes reabriram, assim como parte do comércio — depois de semanas de fortes restrições, inclusive toques de recolher em feriados como a Páscoa judaica.

Mesmo assim, as mobilizações continuam no país e cerca de 2.000 pessoas participaram ontem de um protesto em Tel Aviv contra a corrupção — a organização garante que eles mantiveram 2 m de distância umas das outras.

De acordo com a OMS, 152.551 pessoas já morreram em decorrência da covid-19 em todo o planeta até ontem — 6.400 delas somente no último domingo (19). O órgão, sediado em Genebra, na Suíça, também registrou 80 mil novos casos no mundo, o que eleva o total a 2,24 milhões de infectados de acordo com as informações oficiais disponibilizada pelos países.

Fonte: R7



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