Ao menos 77 pessoas morreram nesta segunda-feira em Ghuta Ocidental, na Síria. Foram as 24 horas mais violentas desde que o cessar-fogo diário foi instaurado na região pela Rússia após a recomendação das Nações Unidas.
No domingo, outras 12 pessoas foram mortas, segundo os médicos que trabalham na área dominada por forças rebeldes. Desde que a ofensiva do regime de Bashar Assad na região começou, mais de 700 civis morreram.
Também nesta segunda, comboios de ajuda humanitária que entraram na região para evacuar feridos e distribuir medicamentos e suprimentos foram obrigados a interromper sua operação de entrega devido a bombardeios contra o enclave.
O comboio da ONU tinha capacidade para evacuar até 1.000 pessoas, porém conseguiu retirar apenas 13 feridos devido aos ataques.
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os bombardeios foram comandados pelas forças de Bashar Assad, que estão agora a dois quilômetros de Duma, principal cidade de Ghuta. “Tomaram novas terras agrícolas e continuam seu avanço pelo leste”, indicou a ONG.
O Exército russo, contudo, acusou os rebeldes pelos ataques que impediram a distribuição de ajuda humanitária. “Ontem, o Centro Russo de Reconciliação pôde organizar a entrada a Ghuta Oriental de um comboio humanitário da ONU com 247 toneladas de alimentos e produtos de primeira necessidade para a população civil. O comboio estava preparado para evacuar das zonas perigosas até 1.000 pessoas, mas na última hora da noite só pôde tirar 13”, disse o porta-voz, o general Igor Konashenkov.
“Dessas pessoas, cinco eram crianças”, acrescentou o representante militar em comunicado.
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