Cardeal católico em Jerusalém se oferece em troca de reféns do Hamas



Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino-católico de Jerusalém, ofereceu-se para ser trocado por crianças mantidas como reféns em Gaza

 

Em uma videoconferência com jornalistas nesta segunda-feira (16/10), o cardeal Pierbattista Pizzaballa afirmou que estaria disposto a fazer qualquer coisa para “trazer essas crianças para casa”, referindo-se a reféns do grupo extremista Hamas na Faixa de Gaza. De acordo com militares israelenses, há 199 reféns com os militantes que defendem a causa palestina.

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“[Se] estou pronto para uma troca? Se isso puder levar à liberdade e trazer essas crianças para casa, não há problema. Há uma disponibilidade absoluta da minha parte”, afirmou o religioso, que é patriarca latino-católico em Jerusalém.

De acordo com o contra-almirante Daniel Hagari, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, os responsáveis pelos atos terroristas do dia 7 de outubro em diante, em território israelense, levaram muitos idosos, crianças e mulheres. Os integrantes do Hamas chegaram a dizer que matariam um refém cada vez que os militares de Israel bombardeassem alvos civis em Gaza.

Líder católico fala em acordo de paz

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Segundo Pizzaballa, chefe dos católicos latinos que vivem em Israel, nos territórios palestinos, na Jordânia e em Chipre, ele não teve qualquer conversa com o Hamas desde o dia 7/10, quando os ataques começaram. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que o papa Francisco está disposto a mediar um acordo de paz.

“Não sei quanto espaço para o diálogo pode haver entre Israel e a milícia do Hamas, mas se houver – e esperamos que haja – deve ser perseguido imediatamente e sem demora”, assegurou Parolin.

Já Pizzaballa convocou um dia de oração e jejum pela paz e reconciliação na Terra Santa, que aconteceria nesta terça-feira (17/10). Ele pediu que os católicos organizem momentos de oração, adorações e rosários em nome da paz. “Neste momento de tristeza e consternação, não queremos permanecer desamparados. Não podemos permitir que a morte e seu aguilhão sejam a única palavra que ouvimos”, afirmou aos jornalistas.

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(metropoles)



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