O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi empossado nesta 5ª feira (10.jan.2019) para 1 novo mandato de 6 anos no comando do país.
Maduro prestou juramento no Tribunal Supremo de Justiça, órgão que tem atuado como o legislativo venezuelano. A Assembleia Nacional, o parlamento oficial do país, não reconhece a legitimidade da eleição e do mandato de Maduro.
Este será o 2º mandato de Maduro, após uma eleição considerada fraudulenta em maio do ano passado.
O venezuelano assumiu o posto após a morte do então presidente Hugo Chávez, em 2013.
Em seu discurso, Maduro acusou os EUA de conspirarem com outros países da América Latina para removê-lo do poder.
“Surgiu 1 novo mundo que se recusa a ser controlado pelas ordens imperiais e hegemônicas de uma única nação ou de seus países satélites“, bradou.
Maduro também atacou o líder colombiano Iván Duque, comparando-o ao personagem “Capitão América”, da Marvel.
O venezuelano também chamou o presidente Jair Bolsonaro de “fascista“.
Além disso, o líder defendeu-se das acusações de fraude nas eleições, afirmando que o país é “profundamente democrático” e que o rito teria cumprido as premissas da Constituição.
Maduro propôs também 1 encontro entre os presidentes da região para debater a situação no país.
“Eu ratifico minha proposta, uma cúpula especial para rever e debater com franqueza“, desafiou.
Apenas 5 chefes de Estado estiveram presentes no evento. Entre eles, o presidente Daniel Ortega (Nicarágua) e Evo Morales (Bolívia).
Do Brasil, compareceu a senadora e deputada federal eleita Gleisi Hoffmann (PT-RS).
OEA NÃO RECONHECE GOVERNO DE MADURO
A Assembleia Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) aprovou nesta 5ª uma declaração onde não reconhece o mandato de Maduro à frente da presidência da Venezuela.
A decisão foi ratificada com 19 votos favoráveis, 6 contrários, 8 abstenções e uma ausência. O Brasil se manifestou favorável ao não reconhecimento.
VENEZUELANOS PROTESTAM EM FRENTE AO ITAMARATY
Um grupo de cerca de 20 venezuelanos contrários ao regime de Nicolás Maduro protestou em frente ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, nesta 5ª feira.