Morre terceira pessoa com sintomas iguais aos provocados por cerveja Backer
Por: Redação | Publicado em: | Categoria: Nacional
Doença é investigada por suspeita de contaminação por dietilenoglicol, presente em garrafas de cerveja fabricada em Belo Horizonte
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Morreu, na manhã desta quarta-feira (15/1), mais uma vítima da síndrome nefroneural, doença investigada por suspeita de contaminação por dietilenoglicol, presente em garrafas de cerveja fabricada em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela Polícia Civil. A vítima é Antônio Márcio Quintão de Freitas, de 76 anos, como apurou a reportagem do Estado de Minas.
Segundo a instituição, o paciente, cujo nome não foi divulgado, estava internado no Hospital Mater Dei, na capital. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A polícia afirma que trata-se da segunda vítima confirmada oficialmente. A morte de uma mulher em Pompéu, no Centro-Oeste de Minas, foi notificada pela prefeitura local, mas ainda não foi contabilizada. O Estado de Minas entrou em contato com o hospital, que informou que não tem autorização para falar sobre os pacientes.
"Não beba"
A recomendação para que ninguém beba cerveja de nenhum lote da Belorizontina partiu da diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos. A orientação vale para a Capixaba, que é a mesma cerveja, mas com outro rótulo, destinada ao Espírito Santo.
Em amostras da bebida, a polícia detectou a presença de dietilenoglicol, causador da síndrome nefoneural, que já tem 17 casos notificados em Minas. Nesta quarta, foi notificado um caso suspeito em Araxá, que ainda não entrou na lista da Secretaria de Estado de Saúde. Análises feitas pela própria Backer atestaram a presença da substância emgarrafas da Belorizontina, uma das 22 marcas da cervejaria.
O dietilenoglicol é usado no processo de resfriamento de cerveja. Mas a Backer garante nunca que usou o produto. O tanque em que os lotes contaminados foram produzidos está lacrado. Não se sabe, como admitiu Paula Lebbos, se pode haver problemas em algum dos outros 69 tanques. Porisso, segundo a diretora, serão analisadas todas as etapas do processo de produção.
Agentes da Polícia Civil de Minas e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) voltaram ontem à fábrica da cervejaria, no Bairro Olhos D'Água, na Região Oeste de BH, para dar sequência às perícias iniciadas na semana passada. Enquanto isso, a Vigilância Sanitária da capital continua recebendo garrafas de Belorizontina de consumidores. Ontem, foram 385.Com 183 da véspera, total chegoua 568.
Fonte: Correio Braziliense
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