Órgãos técnicos se unem para recuperar terras degradadas da agricultura familiar com modernas tecnologias



Ideia é mostrar várias tecnologias para restauração de terras e alguns casos que tiveram sucesso de adequação ambiental. Ações começam já neste segundo semestre.

 

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou uma parceria com o Centro de Estudos Rioterra (CES), neste mês de agosto, visando proporcionar nas propriedades rurais uma recuperação/adequação ambiental e o fortalecimento da cadeia de produção florestal e agropecuária do estado.

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Essa parceria tem o objeto de promover ações que podem beneficiar o setor produtivo, principalmente a agricultura familiar, que é o público alvo do Projeto Integrado da Amazônia (PIAMZ).

Segundo o Embrapa, existem diversas formas de realizar a recuperação de áreas de preservação permanente (APP's) e de reserva legal, adaptando-se à realidade do produtor.

Para o pesquisador Henrique Cipriani, da Embrapa, a recuperação de APP trata de uma ação complementar às atividades agropecuárias e elas não devem entrar em conflitos durante sua execução, uma vez que a propriedade se beneficia dos serviços ambientais prestados e podem ter também benefícios econômicos.

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Qual o objetivo do projeto?

A ideia é mostrar várias tecnologias para restauração de terras e alguns casos que tiveram sucesso de adequação ambiental, segundo a Embrapa.

Os casos que tiveram êxito serão divulgados detalhadamente para outros produtores, com as devidas orientações, para que possam adaptar conforme as suas realidades.

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Também serão estudados casos 'sem sucesso', para assim explorar as principais causas e criar uma estratégia de correção, subsidiando outros projetos.

A avaliação de resultado das metodologias de restauração florestal, utilizando de avaliação de impactos ambientais de inovações tecnológicas agropecuárias, é outro diferencial que a Embrapa promete, juntamente com a Rioterra.

Neste sistema, por meio de um conjunto de matrizes multicritério, são integrados indicadores que mostram desempenho de inovações tecnológicas e práticas de manejo adotadas no desempenho das atividades rurais.

Sete aspectos de avaliação são considerados, incluindo uso de insumos e recursos, qualidade ambiental, respeito ao consumidor, emprego, renda, saúde, gestão e administração.

Início do projeto de recuperação de áreas

A Embrapa informou que o projeto de recuperação das áreas degradas inicia no segundo semestre de 2020 e seguirá até julho de 2021

A ideia é envolver produtores de diversas localidades de Rondônia, especialmente nos territórios Madeira Mamoré e Vale do Jamari. Porém, os resultados podem ser aplicados em toda a Amazônia, com adaptações.

Fonte: G1



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