O governo obteve a aprovação do Brasil pelos EUA em programa que permite entrada livre de brasileiros no país



'Global Entry' permite ingresso nos EUA sem passar por filas de imigração. Além de inscrição em plataforma, interessado terá de pagar taxa e ser aprovado por Autoridade de Aduanas dos EUA.

 

O governo federal informou que a partir desta segunda-feira (7) está disponível para brasileiros o “Global Entry”, um programa que permite agilizar o processo de entrada nos Estados Unidos ao evitar filas no setor de imigração dos aeroportos.

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Essa medida não altera a exigência nem as regras para concessão de visto.

Para participar, os cidadãos brasileiros devem:

  • fazer inscrição na plataforma do programa;

  • pagar taxa de inscrição (US$ 100, não reembolsáveis);

  • cumprir o processo de registro e avaliação prévia;

  • ser aprovados pela Autoridade de Aduanas dos EUA.

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"O GE é um programa do governo americano que permite a liberação rápida no controle do passaporte, no momento da chegada aos EUA. Ele é administrado pela Autoridade de Aduanas e Proteção de Fronteiras daquele país (CBP, na sigla em inglês) e dele participam, atualmente, 11 jurisdições", informou o governo.

"Uma vez aprovados, poderão fazer o trâmite de ingresso nos EUA em aeroportos selecionados de maneira desburocratizada, por meio de quiosques automáticos", informou o governo.

O trâmite simplificado para viajantes brasileiros nos EUA, segundo o governo, "estimulará contatos empresariais, interação cooperativa e turismo, fortalecendo as relações entre os dois países".

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Histórico

As negociações para que o Brasil possa ingressar no programa "Global Entry" se estendem há anos, e a inclusão do país na lista de países beneficiados chegou a ser anunciada pelos então presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama, em 2015.

Em novembro de 2019, já no governo do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro anunciou que, enfim, daria início à fase de testes.

Em março de 2020, o governo publicou decreto com as primeiras regras para a adesão do Brasil ao programa.

Esse decreto estabelece que caberá à Polícia Federal e à Secretaria da Receita Federal encaminhar "manifestação conjunta, positiva ou negativa, sobre o preenchimento dos critérios para ingresso no programa".

A Autoridade de Proteção de Fronteiras e Alfândega dos EUA, por sua vez, usará essa manifestação para acatar, ou não, a inscrição dos brasileiros no "Global Entry".

(G1)



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