Difícil ter problemas com exploração na foz do Amazonas, diz Lula



Presidente diz que ponto de perfuração fica a 530 km de distância da Amazônia e sinaliza que irá contrariar Marina Silva

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 2ª feira (22.mai.2023) achar “difícil” que a exploração de petróleo próximo à foz do Rio Amazonas cause problemas ambientais na região. Afirmou que vai “cuidar” do assunto quando voltar ao Brasil. Ele foi ao Japão para participar da cúpula do G7 no final de semana.

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​​​​​​“Se explorar esse petróleo tiver problemas para a Amazônia, certamente não seráexplorado. Mas eu acho difícil, porque é a 530 km de distância da Amazônia. Mas eu só posso saber quando eu chegar lá [no Brasil]“, declarou Lula.

Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vetou na 4ª feira (17.mai) um pedido da Petrobras para realizar uma perfuração de teste na costa do Amapá. Desde então, tem sido pressionado para reverter a decisão.

Segundo o instituto, o pedido da Petrobras apresentou “inconsistências preocupantes” para uma operação segura em área de “alta vulnerabilidade socioambiental”. Afirma também que a região da bacia da foz do rio Amazonas é de “extrema sensibilidade socioambiental”.

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Em resposta, a Petrobras afirmou que pedirá para o Ibama reconsiderar a decisão. Em comunicado divulgado em 18 de maio, a empresa disse que ainda não havia notificada oficialmente pelo órgão sobre a proibição. Eis a íntegra (215 KB).

A Petrobras entende que atendeu rigorosamente todos os requisitos do processo de licenciamento”, disse. A estatal afirmou que mobilizou os recursos no Amapá e no Pará atendendo a decisões do Ibama.

(Poder360)

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