Alexandre de Moraes é surpreendido por faixa de protesto durante aula na USP



 

Professor de direito constitucional na Universidade de São Paulo (USP), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi surpreendido por uma faixa em protesto nesta segunda-feira, 22. Os alunos da Universidade pediram a descriminalização do uso de drogas durante sua aula.

A pauta, que está na agenda do STF para esta quarta-feira, 24, pode decidir se o porte de drogas para uso pessoal é considerado crime. Alexandre de Moraes ainda não votou no processo. O protesto foi organizado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os estudantes de direito da Universidade.

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“Cobramos Alexandre de Moraes em sala de aula acerca da descriminalização das drogas, tema que será objeto de julgamento no STF na próxima quarta. A guerra às drogas é um instrumento de controle social e precisa acabar”, disse o CA.

Julgamento marcado

Esse caso teve início em 2015, mas foi interrompido devido a um pedido de vista feito pelo ministro Teori Zavascki. Com o falecimento do ministro em um acidente aéreo em 2017, e o processo foi transferido para o ministro Alexandre de Moraes, que liberou os autos para julgamento em novembro de 2018.

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Até o momento, três ministros já proferiram seus votos: Gilmar Mendes (relator), Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

Relator

O ministro Mendes votou pela inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/06), que estabelece o porte de drogas para uso pessoal como crime, argumentando que essa disposição viola o princípio da proporcionalidade. Ele acredita que a punição do usuário é desproporcional, ineficaz no combate às drogas e contraria o direito constitucional à personalidade. No entanto, em seu voto, o relator afastou apenas as consequências penais dessa conduta, mantendo as punições administrativas (multa) até que haja uma legislação específica.

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Fachin e Barroso seguiram o mesmo entendimento, mas limitaram seu voto apenas ao porte de maconha. É importante destacar que esse caso possui repercussão geral reconhecida, o que significa que a decisão tomada pelo STF terá impacto em casos similares em todo o país.

(jornalopçao)



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