Confira os remédios gratuitos ou com desconto



 

Através do programa Farmácia Popular do Brasil, milhões de brasileiros podem obter remédios de forma gratuita ou com desconto em drogarias privadas, espalhadas por todo o país. Entre eles, estão medicamentos para diabetes, asma, hipertensão (pressão alta) e até osteoporose. No total, 40 medicações são contempladas pela iniciativa, voltada para 11 doenças diferentes.

Nesta quarta-feira (7), o governo federal e o Ministério da Saúde anunciaram a inclusão de novos medicamentos na lista da Farmácia Popular e um projeto de expansão na rede de parcerias, buscando contemplar a maioria das cidades brasileiras.

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Mudanças no programa Farmácia Popular do Brasil

Entre os destaques do anúncio feito pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, está a gratuidade de todos os 40 remédios para beneficiários do Bolsa Família, desde que haja receita médica assinada comprovando a necessidade. Novas parcerias com farmácias privadas foram estabelecidas em cidades pequenas, tradicionalmente pouco assistidas pelo programa.

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Pensando na saúde da mulher, foi ampliada a gratuidade dos remédios prescritos para osteoporose e os contraceptivos. Até então, eram oferecidos com preços mais baixos (50% de desconto). A medida deve impactar diretamente 5 milhões de mulheres.

Outro ponto é a criação de novas formas de acesso dos medicamentos pelos indígenas. Para evitar o deslocamento de toda a comunidade, representantes poderão ser nomeados e estes terão autonomia para retirar gratuitamente os medicamentos. O projeto piloto será implementado no território Yanomami, em Roraima.

O que é Farmácia Popular

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Lançado em 2014, o programa Farmácia Popular foi criado para aumentar o acesso da população aos medicamentos, através dos subsídios federais. Em paralelo a esta ação feita em parceria com a iniciativa privada, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e farmácias municipais também disponibilizam remédios gratuitos — só que, neste caso, a lista é bem maior, incluindo até a tafenoquina, para malária.

No primeiro ano da iniciativa, em 2015, apenas 78 farmácias particulares estavam credenciadas e pouco mais de 2 milhões de brasileiros eram beneficiados. Para este ano, o Ministério da Saúde estima que o programa Farmácia Popular chegue a 93% dos municípios brasileiros, o que equivale a 5,2 mil municípios, beneficiando 55 milhões de pessoas.

Impacto do Farmácia Popular na saúde

Com quase 10 anos de programa, é possível metrificar o impacto da iniciativa na saúde brasileira. Estudos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicados em 2017, relacionam a distribuição de medicamentos gratuitos com a queda no número de internações e óbitos por diabetes e hipertensão no Brasil.

Entre os anos de 2006 e 2015, o índice de internações por diabetes foi reduzido em 13% e as hospitalizações por hipertensão sofreram uma redução de 23%. Considerando os anos de 2011 a 2015, o total de mortes por complicações ligadas ao diabetes caiu 8,23%. As tendências foram ainda mais expressivas no Nordeste, onde o programa revelou ser mais efetivo.

Quais remédios entram na farmácia popular do Brasil?

Os remédios da lista do Farmácia Popular atendem a 11 tipos de problemas de saúde diferentes, somando 40 medicações ou itens. Com o novo anúncio, todos os medicamentos passam a ser gratuitos para beneficiários do Bolsa Família, enquanto outros permanecem com coparticipação.

A seguir, confira a lista de remédios gratuitos para todos, independente de outros programas sociais:

  • Brometo de ipratrópio (0,02 mg e 0,25 mg) — prescrito para o tratamento da asma;

  • Dipropionato de beclometasona (50 mcg, 200 mcg e 250 mcg) — prescrito para o tratamento da asma;

  • Sulfato de salbutamol (100 mcg e 5 mg) — prescrito para o tratamento da asma;

  • Cloridrato de metformina (500 mg, com e sem ação prolongada, e 850 mg) — prescrito para o tratamento do diabetes;

  • Glibenclamida (5 mg) — prescrito para o tratamento do diabetes;

  • Insulina humana regular (100 ui/ml) — prescrito para o tratamento do diabetes;

  • Insulina humana (100 ui/ml) — prescrito para o tratamento do diabetes;

  • Atenolol (25 mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Besilato de anlodipino (5 mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Captopril (25 mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Cloridrato de propranolol (40 mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Hidroclorotiazida (25mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Losartana potássica (50 mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Maleato de enalapril (10 mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Espironolactona (25 mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Furosemida (40 mg) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Succinato de metoprolol (25 ml) — prescrito para o tratamento da hipertensão;

  • Acetato de medroxiprogesterona (150 mg) — prescrito para anticoncepção;

  • Etinilestradiol (0,03mg) + levonorgestrel (0,15 mg) — prescrito para anticoncepção;

  • Noretisterona (0,35 mg) — prescrito para anticoncepção;

  • Valerato de estradiol (5 mg) + enantato de noretisterona (50 mg) — prescrito para anticoncepção;

  • Alendronato de sódio (70 mg) — prescrito para osteoporose.

Agora, estes são os remédios gratuitos apenas para benefícios do Bolsa Família e disponíveis na forma de coparticipação para outros públicos:

  • Sinvastatina (10 mg, 20 mg e 40 mg) — prescrito para tratamento de dislipidemia (excesso de gordura no sangue, colesterol alto);

  • Carbidopa (25 mg) + levodopa (250 mg) — prescrito para tratamento da doença de Parkinson;

  • Cloridrato de benserazida (25 mg) + levodopa (100 mg) — prescrito para tratamento da doença de Parkinson;

  • Maleato de timolol (2,5 mg e 5 mg) — prescrito para casos de glaucoma;

  • Fralda geriátrica — prescrito para incontinência urinária;

  • Budesonida (32 mg e 50 mg) — prescrito para tratamento de rinite;

  • Dipropionato de beclometasona (50 mcg/dose) — prescrito para tratamento de rinite;

  • Dapagliflozina (10 mg) — prescrito para tratamento do diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.

Como pegar remédios na Farmácia Popular?

Para identificar uma farmácia credenciada ao programa Farmácia Popular, o usuário normalmente encontra um adesivo sobre a iniciativa no próprio estabelecimento. Também é possível consultar os farmacêuticos sobre a adesão.

Após localizar o ponto mais próximo da residência, vale mencionar que alguns documentos são obrigatórios para quem deseja pegar os medicamentos de forma gratuita:

  • Documento oficial com foto e CPF, como o RG ou a CNH;

  • Receita médica dentro do prazo de validade, emitida por médicos do SUS ou da rede privada.

Quando o paciente não pode ir presencialmente até a farmácia, os medicamentos podem ser retirados por um representante legal ou procurador. Nesse caso, é preciso levar a receita e os documentos oficiais de quem tomará o remédio. Em caso de dúvidas, é válido checar as regras com as próprias farmácias.

Fonte: Ministério da Saúde (1) e (2)



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