Operação apura desvio de verbas envolvendo emenda parlamentar e mira Luanna Rezende, prefeita e irmã de Juscelino Filho
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A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta 6ª feira (1º.set.2023) uma operação contra supostos desvios de verbas federais na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). Entre os alvos está a prefeita de Vitorino Freire (MA), Luanna Rezende, irmã do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA).
Os investigadores apuram fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na estatal. Ao todo, os policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nas cidades maranhenses Luanna Rezende, São Luís e Bacabal.
As buscas foram autorizadas pelo ministro do STF Roberto Barroso. Juscelino Filho também é investigado no caso. A PF pediu a Barroso que ele fosse incluído nas buscas desta 6ª feira, mas o ministro não autorizou. Em nota (24KB), Filho negou irregularidades.
A polícia deflagrou a operação desta 6ª feira depois de rastrear a indicação e o desvio de emendas parlamentares destinadas à pavimentação de asfalto em municípios maranhenses. Trata-se da 3ª fase das investigações, iniciadas em 2021. Eis as datas:
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1ª fase: 20 de julho de 2022 – Operação Odoacro;
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2ª fase: 5 de outubro de 2022 – Operação Odoacro 2;
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3ª fase: 1º de setembro de 2023 – Operação Benesse.
A PF afirma que, se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por fraude a licitação, lavagem de capitais, organização criminosa, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva. A corporação não divulgou o nome de todos os alvos.
Com o orçamento de R$ 2,7 bilhões em 2022, a Codevasf é uma das empresas públicas mais cobiçadas por políticos, sobretudo pelo Centrão. Ela é vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e desenvolve projetos sustentáveis de irrigação das bacias hidrográficas em que atua.
A estatal foi criada em 1974 para atuar no entorno do Rio São Francisco, mas, com o tempo, teve sua atuação e orçamento aumentados. Em maio de 2023, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estudava ampliar superintendências na empresa para distribuir cargos nos escalões inferiores do Executivo e, assim, fortalecer sua base no Congresso.
O Poder360 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Codevasf e solicitou um posicionamento sobre as investigações, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.
O QUE DIZ JUSCELINO FILHO
O ministro divulgou uma nota assinada pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso. No posicionamento, se disse à disposição das autoridades e afirmou que emendas parlamentares são instrumentos legítimos e democráticos do Congresso.
“Toda atuação de Juscelino Filho, como parlamentar e ministro, tem sido pautada pelo interesse público e atendimento da população. É importante ressaltar que Juscelino Filho não foi alvo de buscas e que o inquérito servirá justamente para esclarecer os fatos e demonstrar que não houve qualquer irregularidade”, afirma a nota.
A reportagem não conseguir contato com a defesa de Luanna Rezende. O texto será atualizado caso a prefeita envie um posicionamento.
(Poder360)
