Nova estrutura do MEC tem secretaria para alfabetização e escolas militares



A estrutura do MEC (Ministério da Educação) no governo de Jair Bolsonaro passa a contar com a Secretaria de Alfabetização, a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, e uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.

Elas são voltadas principalmente para a educação básica, etapa que engloba desde as creches até o ensino médio –que, segundo o ministro do órgão, Ricardo Vélez Rodríguez, será prioridade do governo.

A reestruturação das secretarias e diretorias do MEC foi publicada em decreto no Diário Oficial da União, em 2 de janeiro de 2019. No entanto, para implementar as mudanças nas escolas, o MEC precisará do apoio de Estados e municípios, que detêm a maior parte das matrículas.

SUBSECRETARIA DE FOMENTO ÀS ESCOLAS CÍVICO-MILITARES

Segundo o decreto que detalha as atribuições do MEC, haverá uma subsecretaria para desenhar uma modelagem de gestão escolar que envolve militares e civis e garantir a aplicação desse modelo nos Estados e municípios.

Os colégios militares têm alto desempenho em avaliações nacionais e o governo quer expandir o modelo. Bolsonaro já afirmou em seu programa de governo que pretende abrir uma escola militar em cada capital até 2020.

Pelo decreto, a adesão de Estados e municípios ao modelo será voluntária. Em nota, o MEC informa que os “militares contribuirão com sua visão organizacional e sua intrínseca disciplina”.

Ainda segundo o MEC, o Brasil apresenta altos índices de criminalidade. “Neste contexto o Ministério da Educação buscará uma alternativa para formação cultural das futuras gerações, pautando a formação no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo sem qualquer tipo de ideologia tornando-os desta forma cidadãos conhecedores da realidade e críticos de fatos reais”.

Esse modelo será implementado preferencialmente em escolas em situação de vulnerabilidade social e para famílias que concordarem com a proposta educacional.

NOVAS SECRETARIAS

As duas novas secretarias (Alfabetização e a de Modalidades Especializadas de Educação) foram criadas a partir da extinção da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação e Secretaria de Alfabetização.

Dentro da 1ª, haverá uma diretoria voltada apenas para pessoas surdas, além de uma estrutura para apoio a pessoas com deficiência. A pauta ganhou destaque no governo com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que é intérprete de Libras.

Em seu perfil no Twitter, Bolsonaro disse que a criação da Secretaria de Alfabetização focará na formação de cidadãos para o mercado de trabalho.

O presidente escreveu que isso é o oposto do que faziam os governos anteriores. Segundo ele, as gestões investiam propositalmente “na formação de mentes escravas das ideias de dominação socialista”.



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