Fim da baliza para tirar CNH já foi decretada em cinco estados desde ontem, 26 de Janeiro




Uma das etapas mais temidas da prova prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) — a manobra de estacionamento lateral conhecida como baliza — deixou de ser obrigatória em cinco estados brasileiros a partir desta segunda-feira (26). A mudança tem como objetivo modernizar e flexibilizar o processo de habilitação, concentrando a avaliação na condução em situações reais de trânsito.

Os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) confirmaram que, no Amazonas, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a baliza não integra mais a prova prática da CNH. Nesses estados, o exame agora avalia exclusivamente o desempenho do candidato em trajetos por vias públicas, com manobras como conversões, estacionamento lateral em movimento e condução segura sob observação do examinador.

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Historicamente considerada uma das etapas mais difíceis para quem está tirando a habilitação, a prova de baliza passou décadas eliminando candidatos pela precisão exigida em espaço reduzido — algo que, segundo autoridades de trânsito, nem sempre reflete as habilidades de condução no trânsito real.

A decisão de excluir a baliza da avaliação prática faz parte de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que permite aos Detrans estaduais ajustarem os critérios de avaliação enquanto um novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular não é publicado. Isso significa que outros estados brasileiros ainda mantêm a exigência da baliza até atualizarem suas regras internas.

Entre os estados que continuam exigindo a manobra estão Acre, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe, segundo apuração de portais de notícias. Nestes locais, a baliza permanece como parte da avaliação prática, apesar das discussões sobre possíveis mudanças futuras.

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Além da exclusão da baliza, outras alterações no exame prático também estão sendo implementadas em alguns estados. Um exemplo é o aumento do limite máximo de pontos que o candidato pode perder durante a prova — agora ligado à classificação de infrações prevista no Código de Trânsito Brasileiro — e a possibilidade de utilizar veículos com câmbio automático no exame.

A flexibilização do processo vem sendo bem recebida por candidatos e especialistas, que apontam que a baliza, embora útil para desenvolver noções de espaço, muitas vezes não reflete situações cotidianas de direção. No entanto, o debate ainda segue entre autoridades de trânsito e instrutores sobre qual será o modelo ideal de avaliação para garantir motoristas mais preparados no trânsito brasileiro.


Fonte: noticiastudoaqui.com

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