Lava-jato é café pequeno perto do escândalo do Banco Master



Aí do homem por quem vem o escândalo! Essa passagem está no livro de Mateus, 18,7. Segundo estudiosos da Bíblia, esse “Aí” significa lamento, tristeza castigo iminente. Esse versículo ensina que há um juízo severo para quem causa tropeço ou danos aos seus semelhantes. Os patrocinadores e beneficiários de escândalos podem até escapar da justiça dos homens, mas jamais conseguirão escapar do juízo Divino.

O escândalo do Banco Master é apenas mais um que caminha para acabar em pizza gigante. É assustador e, principalmente, vergonhoso, o que tem sido jogado diariamente na cara da população brasileira pelos meios de comunicação envolvendo a roubalheira do banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, alvo da Operação “Compliance Zero”, deflagrada pela competente Policia Federal no final de 2025.

Os valores surrupiados são astronômicos. Segundo especialistas, a fraude passa dos R$ 48 bilhões. Cada enxadada, uma minhoca. O palácio do Planalto evita falar sobre o assunto. A oposição tenta colar o caso do Master no governo Lula, conquanto o presidente não tenha relação com o banco, mas o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse que o esquema começou na Bahia, provavelmente no governo do hoje senador Jaques Wagner (PT), amigo do peito de Lula.

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A roubalheira do Master faz da Lava-jato café pequeno. Agora, advinha quem vai pagar a conta? Acertou quem disse o contribuinte. Causa revolta, contudo, saber que autoridades dos mais altos escalões da República, constituídas para defenderem a população desse e de outros abusos, aparecem na extensa lista de suspeitos. Onde vamos parar! Quando a gente pensa que já viu de tudo em termos de corrupção, pipoca um novo escândalo e nos faz mudar de opinião, evidenciando que, para algumas pessoas, a criatividade para causar danos intencionais parece que não tem fim.

Valdemir Caldas

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