Suspensão de deputados no Conselho de Ética expõe tensão na Câmara e críticas a Hugo Motta; manobra expúria



A decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados de suspender, por 60 dias, os mandatos de parlamentares da oposição acirrou o clima político em Brasília e trouxe à tona críticas sobre a condução do processo pelo presidente da Casa, Hugo Motta.

Foram atingidos pela medida os deputados Marcos Pollon, Marcel van Hattem e Zé Trovão, acusados de quebra de decoro após ocuparem a Mesa Diretora da Câmara, em agosto de 2025, durante protesto político. A punição foi aprovada por maioria no colegiado e ainda depende de análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e do plenário.

A sessão que deliberou sobre o caso durou horas e foi marcada por embates entre parlamentares governistas e de oposição. Nos bastidores, aliados dos deputados punidos criticaram duramente a condução dos trabalhos e apontaram o que consideram uma estratégia para acelerar a votação e reduzir o espaço de debate.

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Outro ponto de forte contestação foi a possibilidade de votação remota, liberada previamente, o que, segundo oposicionistas, enfraqueceu a discussão presencial e ampliou o distanciamento entre os parlamentares no momento decisório. Durante a sessão, houve questionamentos sobre a legitimidade de deliberações com participação à distância em um tema considerado sensível.

A decisão ocorre meses após o episódio que motivou as representações, quando os deputados ocuparam a Mesa Diretora para pressionar a presidência da Câmara a pautar propostas como a anistia a investigados pelos atos de 8 de janeiro. A ação foi interpretada pela Mesa como tentativa de obstrução dos trabalhos legislativos.

O relator do caso argumentou que a punição busca preservar o funcionamento institucional do Parlamento, enquanto os parlamentares atingidos classificam o processo como perseguição política e prometem recorrer.

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O episódio amplia a polarização dentro da Câmara e reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar, especialmente no que se refere à imunidade por opiniões e manifestações políticas — tema que deve continuar no centro das discussões nas próximas etapas do processo.

Fonte: noticiastudoqui.com

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