STF endurece combate aos “penduricalhos” e amplia pressão sobre supersalários no serviço público



Redação, Porto Velho RO, 09 de maio de 2026 - O Supremo Tribunal Federal voltou a endurecer o discurso contra os chamados “penduricalhos” pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público. Em decisões recentes, os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin reforçaram que os novos benefícios remuneratórios ou indenizatórios acima do teto constitucional estão “absolutamente vedados”.

A manifestação dos ministros ocorre após o crescimento de críticas públicas envolvendo pagamentos adicionais, gratificações, auxílios e indenizações que, na prática, elevam salários de magistrados e membros do Ministério Público para valores superiores ao teto do funcionalismo público federal, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

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Segundo a decisão citada pelos ministros, qualquer criação ou implantação de novos benefícios fora do que foi expressamente autorizado pelo STF no julgamento do Tema 966 poderá gerar responsabilização penal, civil e administrativa para autoridades que autorizarem os pagamentos.

O endurecimento do posicionamento do Supremo ocorre depois de tribunais estaduais e órgãos ligados ao sistema de Justiça terem aprovado novos mecanismos de compensação financeira mesmo após a Corte estabelecer limites para verbas indenizatórias e auxílios. O STF havia definido, em março deste ano, regras nacionais para conter o crescimento dos supersalários e reafirmar o teto constitucional.

A discussão sobre os “penduricalhos” reacendeu o debate sobre privilégios no setor público e pressão sobre as contas públicas. Levantamentos recentes mostram que pagamentos retroativos, licenças compensatórias, auxílios e gratificações continuam elevando significativamente os vencimentos de integrantes de carreiras consideradas de elite no Estado brasileiro.

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Nos bastidores, integrantes do Judiciário argumentam que parte das verbas possui natureza indenizatória e estaria amparada por decisões administrativas ou legislações específicas. Críticos do modelo, porém, afirmam que o mecanismo distorce o teto constitucional e amplia desigualdades dentro do próprio funcionalismo público.

A ofensiva liderada por ministros do STF também ocorre em meio ao aumento da pressão popular e política por maior transparência nos gastos públicos. O tema ganhou ainda mais repercussão após reportagens mostrarem pagamentos elevados em tribunais estaduais e órgãos do Ministério Público mesmo em períodos de ajuste fiscal e contenção de despesas.

Ao reforçar a proibição de novos benefícios fora das regras definidas pela Corte, o Supremo tenta sinalizar maior controle sobre despesas do sistema de Justiça e conter o desgaste institucional provocado pela repercussão dos supersalários. Ainda assim, especialistas avaliam que o debate está longe do fim, já que parte das brechas utilizadas para ampliação remuneratória continua sendo discutida dentro do próprio Judiciário.

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Fonte: noticiastudoaqui.com



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