Crime organizado já faz parte da rotina de 41% dos brasileiros, revela Datafolha



Redação, Porto Velho RO, 11 de maio de 2026 - O avanço das facções criminosas deixou de ser uma realidade restrita às grandes periferias urbanas e passou a integrar o cotidiano de milhões de brasileiros em diferentes regiões do país. Pesquisa do instituto Datafolha aponta que 41% da população com 16 anos ou mais afirmam perceber a atuação do crime organizado no bairro onde vivem, um dado alarmante que evidencia a consolidação do poder paralelo em áreas urbanas e até no interior do Brasil.

Segundo o levantamento, o percentual representa cerca de 68,7 milhões de pessoas convivendo diariamente com a presença de facções, milícias ou grupos ligados ao tráfico de drogas. O estudo revela ainda que o medo provocado por essa presença criminosa altera profundamente a rotina das famílias brasileiras. Entre os entrevistados que reconhecem a atuação do crime organizado na vizinhança, 81% disseram temer ser atingidos em confrontos armados, enquanto 75% afirmaram evitar determinadas ruas, bairros ou horários para circular.

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O levantamento mostra também o crescimento do controle territorial exercido por facções em diversas cidades brasileiras. Em algumas localidades, grupos criminosos já influenciam a venda de produtos, o funcionamento do comércio e até serviços considerados básicos. Cerca de 9% dos entrevistados relataram sentir-se obrigados a comprar marcas ou produtos impostos pelo crime organizado. Outros 64% disseram ter medo de sofrer represálias caso denunciem atividades criminosas às autoridades.

A situação é mais grave nas capitais e regiões metropolitanas, onde a presença das facções é percebida por mais da metade da população. Mesmo no interior, porém, os números chamam atenção: aproximadamente um terço dos moradores afirma enxergar a atuação criminosa nas comunidades onde vive. Especialistas em segurança pública alertam que o cenário demonstra a expansão das organizações criminosas para além dos grandes centros, alcançando cidades médias e pequenas.

O crescimento das facções no Brasil está ligado diretamente ao narcotráfico, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e ao domínio de territórios vulneráveis socialmente. Entre os principais grupos criminosos do país estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), organizações que ampliaram influência dentro e fora dos presídios e passaram a disputar espaços estratégicos em vários estados brasileiros.

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A pesquisa reforça a percepção crescente de insegurança no país e amplia a pressão sobre governos estaduais e federal para o fortalecimento das políticas de combate ao crime organizado. Especialistas defendem maior integração entre inteligência policial, combate financeiro às facções e presença permanente do Estado em áreas dominadas pelo tráfico e pelas milícias. Sem isso, alertam, o poder paralelo tende a continuar avançando sobre comunidades inteiras, impondo medo e restringindo a liberdade da população.

Fonte: noticiastudoaqui.com

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