dá 3 dias para Mendonça esclarecer afastamento de chefe da PF



dá 3 dias para Mendonça esclarecer afastamento de chefe da PF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 3 dias para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre o recurso da Advocacia Geral da União para restabelecer o cargo de Andrei Rodrigues como diretor da Polícia Federal.

A AGU alega que o afastamento deveria ter sido levado ao plenário da Corte e pede que Fachin suspenda a decisão de Mendonça.

Pouco antes de apresentar o recurso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima, se reuniram com Fachin para anunciar que o governo iria recorrer da decisão do ministro André Mendonça. Leia a íntegra do pedido da AGU (PDF – 448 kB).

Com a Suspensão de Liminar, a AGU alega que Mendonça afronta as prerrogativas da Presidência da República para nomear e demitir livremente o diretor-geral da PF. Além disso, argumenta que a interrupção abrupta da gestão da PF pode gerar um quadro de “desorganização institucional“. “A decisão ora questionada, portanto, traz elemento de inquietação”, declarou.

Messias também afirma que o “relatório de inteligência“, que narra possíveis desvios de Mendonça, foi levado a de Fachin na 5ª feira (3.set.2026). O presidente da Corte deu prazo para que a PF esclarecesse o teor do documento.

A jurisprudência do Tribunal já tem fixado que o presidente da Corte não pode suspender a liminar de outro ministro. Contudo, há um precedente de outubro de 2020, quando o então presidente Luiz Fux derrubou uma decisão do ministro Marco Aurélio de Mello que soltou André do Rap, investigado por relação com PCC.

AFASTAMENTO DE ANDREI DA PF

O Poder360 traz uma timeline:

  • decisão de Mendonça – o ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta 3ª feira (8.set.2026) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal;
  • motivação – Mendonça afirmou haver indícios de que a PF produziu relatórios paralelos sobre sua atuação no caso Banco Master, prática que classificou como “arapongagem institucional”;
  • Moraes sabia – segundo Mendonça, Alexandre de Moraes tinha conhecimento prévio dos relatórios que depois foram usados para incluí-lo no inquérito das fake news;
  • maioria no STF – a 2ª Turma já formou maioria para manter o afastamento. Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela medida;
  • Gilmar suspende julgamento – Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a análise. O afastamento continua valendo enquanto o julgamento não é retomado;
  • PF contesta – a corporação sustenta que sua atuação foi técnica e regular. O diretor-executivo William Marcel Murad saiu em defesa de Andrei e disse que a PF não se deixará abalar por “ataques”;
  • cúpula da PF reage – os 11 diretores da corporação colocaram os cargos à disposição do diretor-geral interino, William Marcel Murad, em apoio a Andrei e Almada. Classificaram as acusações como “ataques injustificados”;
  • AGU vai recorrer – a Advocacia Geral da União anunciou que recorrerá da decisão. O governo sustenta que Mendonça interferiu em uma atribuição do presidente da República.
  • AGU vai recorrer – a Advocacia Geral da União prepara recurso contra o afastamento. O principal argumento é que a nomeação e a exoneração do diretor-geral da PF são atribuições do presidente da República;
  • impasse jurídico – a lei estabelece que o diretor-geral da PF é nomeado pelo presidente, mas não diz expressamente que só o chefe do Executivo pode determinar seu afastamento preventivo;
  • caso está no STF – a decisão de Mendonça abriu uma nova frente na crise envolvendo integrantes da Corte e a cúpula da PF;
  • Planalto tenta conter crise – Palácio do Planalto, políticos aliados de Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão colocando em prática um acordo para preservar ao máximo o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, de ser investigado sobre as suspeitas que pesam contra ele a respeito de possível relacionamento impróprio e ilegal com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

(Poder360)






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