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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta do governo de reforma tributária está pronta e será entregue na 3ª feira (21.jul.2020) ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Segundo Guedes, o texto está sendo analisado na Casa Civil. Em 1 gesto político, será levado à residência de Alcolumbre, que articula a pauta da comissão mista que trata do tema.
Guedes falou sobre a reforma nesta 5ª feira (16.jul.2020), na Expert XP.
Durante o evento, o ministro explicou que o texto contempla apenas o que une as principais pautas debatidas no Congresso: a criação do IVA (imposto sobre valor agregado).
Disse que a taxação de transações financeiras está fora, já que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é contra a ideia.
O debate sobre o microimposto, segundo Guedes, ficará para outro momento, quando amadurecer a discursão sobre o tema. “A reforma tributária pode se interditar por isso. Não interessa ir para o confronto. Isso é uma tolice”, declarou.
Guedes e Maia almoçaram na 4ª feira (15.jul) na casa do ministro das Comunicações, Fábio Faria, que tem atuado para melhorar o clima político entre Planalto e Congresso. Os 2 não se falavam havia mais de 2 meses.
IMPOSTO SOBRE DIVIDENDOS
Guedes afirmou que o governo proporá tributação de dividendos, mas em outra etapa da reforma, que será enviada depois. A ideia é que isso permita diminuir os impostos sobre as empresas.
SAÍDA DO GOVERNO
Guedes diz que só sai do governo Bolsonaro “abatido à bala ou removido à força”, porque tem uma missão a cumprir.
“Enquanto houver essa agenda, eu vou cumprir. Agora, se o presidente desistir da agenda, o Congresso interditar a agenda, eu não tenho o que fazer, eu tenho que ir para casa.”
PRIVATIZAÇÕES
O ministro reiterou que apresentará proposta nos próximos meses de privatização de 3 ou 4 grandes empresas.
Fonte: Poder360
