A indecisão do deputado que é da oposição e defende os interesses do governo na Assembleia



PORTO VELHO: Ainda não é possível definir se a permanência do deputado Laerte Gomes (PSDB) na liderança do governo comandado por Daniel Pereira (PSB) é positiva ou negativa para o próprio governo, mas uma coisa é certa. Deve ser muito desconfortável para o próprio deputado, que faz parte de um partido de oposição que tem candidato a governador e serve de elo entre o governo adversário e a Assembleia Legislativa. Laerte já era líder do Governo que tinha Confúcio no comando e na troca de titularidade do executivo, não entregou a função e acabou ficando.

Para o PSDB, que tem Expedito Junior como pré-candidato ao governo, a posição de Laerte Gomes é estratégica, pois como líder, conhece cada passo dado por Daniel Pereira, cada falha do governo, que certamente será bem explorada durante a campanha eleitoral.

Laerte vive entre a espada e a parede. É questionado pelo PSDB sobre o governo, e questionado pelo governo sobre as intenções do tucanato com relação ao pleito de outubro próximo.

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Na posição estratégica, tenta demover Daniel da ideia de apoiar Acir Gurgacz (PDT) ao governo do estado, tentando levar as lideranças do PSB para um frentão, que conta ainda com o PP de Ivo Cassol, com o PR de Luiz Cláudio, com o PV do Luizinho Goebel e com o PSD do deputado Federal Expedito Neto.

Por outro lado, ouve também as súplicas e desejos do governador e sabe do seu verdadeiro desejo de disputar o governo do estado, mas não consegue entender o compromisso do chefe do executivo com o senador Acir Gurgacz, capaz de fazer renunciar à legítima candidatura à reeleição, para ficar sem nenhum gargo eletivo, pelo menos nos dois próximos anos.

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Num jogo de leva e trás, Laerte filtra o que é bom para o seu projeto político pessoal e o que é bom para os seus dois senhores. Nas ações governo do estado recebe os louros como líder, pois aparece em todos os cantos, muitas vezes como “pai” de obras e realizações. No PSDB é tido como um deputado ainda em busca de espaço na sigla, que não consegue decidir a que lado apóia, pois entrou no PSDB, mas não deixou o ninho em que foi eleito em 2014.

 

Por: Jocenir Santanna

Fonte: Rondonoticias

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