Disputas se articulam com a eleição presidencial; partidos têm até agosto para oficializar os nomes dos postulantes aos cargos
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Nas eleições gerais deste ano, além de votar para presidente, os brasileiros vão escolher governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
A CNN levantou os nomes de possíveis candidatos a governador e a senador nos estados e no Distrito Federal. Confira abaixo.
As disputas para os governos e para o Senado se entrelaçam com a eleição presidencial. Os principais concorrentes ao Planalto tentam articular candidaturas para que possam ter palanques nos estados e no Distrito Federal.
No Senado, que irá renovar um terço dos mandatos neste ano, os pré-candidatos a presidente buscam formar uma base de apoio no Congresso que ajude a sustentar o futuro governo.
Os interessados em disputar os cargos podem mudar de partido até 1º de abril. Além de atrair filiados, alguns partidos negociam a formação de federações com outras legendas – o prazo para isso vai até 31 de maio.
Para constituir federações que possam disputar as eleições deste ano, os partidos precisam superar conflitos entre as disputas nacional e estaduais.
De abril até a agosto, os postulantes aos cargos ainda serão considerados pré-candidatos.
Em agosto, os partidos deverão confirmar os candidatos, e a campanha eleitoral terá início oficialmente.
Clique nas unidades federativas e veja os possíveis candidatos.
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Rondônia: veja quem são os pré-candidatos ao governo do estado e ao Senado
Os eleitores de Rondônia irão às urnas em outubro com a possibilidade de decidir se o atual governador deve continuar no cargo ou ser substituído.
Forças de oposição se articulam para enfrentar Coronel Marcos Rocha (Patriotas), o mandatário atual.
No Senado, estará em disputa a vaga de Acir Gurgacz (PDT), cujo mandato termina em 2023. Ele pode tentar a reeleição.
Veja abaixo os possíveis candidatos ao governo estadual e ao Senado por Rondônia.
Os pré-candidatos ao governo estadual
O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, 53, deverá tentar a reeleição pelo Patriotas nas eleições de outubro. Em 2018, o ex-chefe do centro de inteligência da Polícia Militar do estado venceu com 66,34% dos votos válidos no segundo turno. Sua eleição ocorreu na esteira da onda bolsonarista que impulsionou candidaturas de nomes ligados à área da segurança pública em todo o país.
Segundo um levantamento realizado pela CNN sobre os pré-candidatos ao governo estadual e ao Senado em Rondônia, ele pode enfrentar nas urnas o prefeito de Porto Velho (RO), Hildon Chaves, 53, do PSDB. O partido chegou em 2018 ao segundo turno na briga pelo governo, com Expedito Júnior como candidato. Chaves é recifense e se mudou para Rondônia em 1992 para assumir um cargo de promotor de Justiça.
Em 2016, pela primeira vez, ele se candidatou à prefeitura e foi eleito com 65,15% dos votos validos, derrotando Léo Moraes, ex-PTB. Moraes, por sua vez, será candidato do Podemos à cadeira de governador em 2022. Ele se filiou ao partido em 2019, quando assumiu o cargo de deputado federal por Rondônia.
O ex-petebista é formado em direito pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). Em 2012, quando ainda estava no PTB, assumiu o primeiro mandato na Câmara Municipal de Porto Velho, tendo sido eleito com 2.300 votos.
Entre os partidos de oposição, o deputado federal Anselmo de Jesus (PT) afirmou à CNN que uma frente está sendo organizada em Rondônia com o PT, PSB, PCdoB, Solidariedade e Cidadania. Dois nomes estão sendo cogitados como candidato ao governo: o do próprio Anselmo de Jesus, 69, agricultor, e Vinicius Miguel (Cidadania), 36, professor do ensino superior.
O primeiro possível candidato se licenciou de seu mandato de deputado federal entre 2007 e 2011 para assumir o cargo de secretário de Agricultura de Rondônia. Durante sua trajetória política, atuou como presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ji-Paraná, município de Rondônia, e como diretor do Departamento Rural da CUT, em Porto Velho.
O segundo nome cogitado nasceu em Goiânia (GO), mas cresceu em Porto Velho. Miguel é superintendente municipal de Integração e Desenvolvimento Distrital em Porto Velho e atua como professor da UNIR (Universidade Federal de Rondônia).
Já o PSOL terá como pré-candidato Pimenta de Rondônia, 56, que foi candidato a prefeito de Porto Velho em 2020. Ele é comerciante há mais de 26 anos e concorreu, em 2018, também ao cargo de governador, mas teve apenas 4,83% dos votos válidos.
O Progressistas indicará o ex-senador Ivo Cassol, 63. O pré-candidato atuou como prefeito de Rondônia, entre 1997 e 2001, e foi governador do estado por dois mandatos seguidos, entre 2003 e 2010.
Em 1992, Cassol concorreu ao cargo de prefeito de Rolim de Moura, município de Rondônia, mas teve sua candidatura impugnada dez dias antes das eleições. O pré-candidato já foi filiado ao PDT, PFL, PSDB, PPS e PP.
Vale destacar que os partidos podem mudar as indicações até 5 de agosto, prazo limite para os partidos e coligações escolherem seus candidatos e candidatas.
Os pré-candidatos ao Senado
Poucos nomes foram definidos como pré-candidatos ao Senado pelos partidos. Em seu último ano de mandato, Acir Gurgacz (PDT) pode tentar a reeleição. Ele já foi prefeito de Ji-Paraná e está na segunda legislatura como senador.
A frente formada entre PT, PSB, PCdoB, Solidariedade e Cidadania está com duas possíveis indicações: Ramon Cajuí (PT), 51, e Daniel Pereira (Solidariedade), 56. O primeiro é formado em história e em direito pela Universidade Federal de Rondônia, e atuou como servidor da Justiça Eleitoral entre 1996 e 2016. Atualmente, trabalha na 6º Vara do Trabalho de Porto Alegre.
Pereira, o segundo possível nome, é advogado, servidor público, sindicalista e político. Entre 2005 e 2017, foi dirigente do Sindicato dos Servidores Federais no Estado de Rondônia. Na carreira política, foi vereador pelo PT entre 1989 e 1992, deputado estadual por dois mandatos (1995 a 2002) e primeiro suplente de deputado federal entre 2003 e 2006.
Já o PSDB tem como pré-candidata ao Senado a médica, bacharel em direito e deputada federal por Rondônia Mariana Carvalho, 35. Ela milita pelo partido desde os 16 anos, e entre 2017 e 2019 foi a 2º secretária da Câmara dos Deputados. Em 2008, foi eleita vereadora de Porto Velho, e, em 2012, concorreu à prefeitura.
O partido Progressistas irá indicar Jaqueline Cassol, 47, para o Senado. Atualmente, ela é deputada federal e presidente estadual do PP em Rondônia. Jaqueline é advogada com pós-graduação em direito público e penal. A possível candidata já foi filiada ao Partido Liberal, à época chamado de Partido da República (PR).
O Partido da Mulher Brasileira (PMB), que aprovou a mudança de nome para Brasil 35, terá apenas candidato ao Senado: Josinelio Muniz. Ele é formado em direito e pós-graduado em docência superior. Na eleição passada, concorreu como vice-prefeito de Porto Velho.
Agenda
O MDB informou à CNN que decidirá os nomes para o governo e o Senado até 5 de agosto. Já o PSC deverá decidir até 1º de abril, e o Avante, até 2 de abril. O UP e o PSTU disseram que a definição ocorrerá no final de março.
Em abril, o Patriotas também definirá sua indicação para o Senado.
O União Brasil, fusão entre o DEM e o PSL, informou que decidirá os nomes para governo e Senado somente quando fechar a janela partidária, em 1º de abril, pois ainda está definindo as chapas de alguns estados.
O partido Novo e o PL informaram que não terão candidatos ou candidatas no estado.
O primeiro turno da eleição de 2022 está marcado para acontecer no primeiro domingo de outubro, dia 2. Caso seja necessário, o segundo turno será realizado no dia 30 do mesmo mês.
A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto pela TV e por nossas plataformas digitais.
(CNN)
