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Alegoria, apenas. Uma historinha para se refletir. O Brasil, aquele que sonha com uma terra livre de corrupção, que tenha uma educação de qualidade, sem ideologia nas salas de aula; aquele em que o bandido é bandido e o decente é o decente; aquele em que se pensa antes na Pátria do que nas benesses de alguns, este Brasil andava pelas ruas, cabeça em pé, imaginando um futuro melhor. De repente, surgem figuras poderosas, as mais poderosas entre todos os poderosos e jogam o Brasil ao chão. Um deles fala, então, ao ouvido do caído: “Perdeu, Mané!” É uma ficção que se pode imaginar em que Nação do sul da América do Sul isso estaria ocorrendo. Houve uma época, não tão distante, que a bandidagem e a ladroagem chegaram a temer, depois de tantas décadas a fio, muitos deles vivendo impunes, qual ratazanas, corroendo os cofres públicos. Quando ninguém mais acreditava, apareceu um grupo de gente corajosa, para enfrentar esse ninho, essa rataria (para quem não sabe, é o coletivo de ratos!), jogando parte dela na cadeia e devolvendo à sua gente alguns bilhões do dinheiro roubado. Foi apenas um sonho de verão. Como escreveria Shakespeare. Depois de chegar a tantos poderosos, os corajosos entraram numa fria: eram os heróis, mas viraram bandidos. Pisaram em terreno que não poderiam ter pisado. E foi assim que a inversão de valores tomou conta desta terra que, em tempos bastante próximos, prometia uma lavada geral no crime e na bandidagem. Lava mãos, covardia, rabo preso, preocupação apenas com o próprio umbigo, ajudaram a incentivar os que realmente mandam e tomaram conta do Brasil caído. Como dizia o pensador Friedrich Hayeck, “a liberdade não se perde de uma vez, mas sim em fatias!”. Estamos nós chegando à última fatia?
PRIMEIRO FOI DALLAGNOL. NA “LINHA SUCESSÓRIA” DA CASSAÇÃO, VIRÃO SÉRGIO MORO E JAIR BOLSONARO?
Protestos, discursos pesados, críticas duras: tudo isso está ocorrendo desde a decisão do TSE de cassar o mandato do deputado Deltan Dallagnol, o homem dos 347 mil votos e que recebeu o maior número deles, na última eleição, como representante do seu Estado na Câmara Federal. Fez essa votação expressiva no Paraná, a terra que sediou a Lava Jato, aquela liderada pelo próprio Dallagnol e outros colegas seus, com aval do então juiz Sérgio Moro. A decisão da última instância da Justiça Eleitoral, tomada em tempo recorde e com parâmetros que têm recebido duríssimas críticas, desde advogados principiantes a até alguns dos nomes mais renomados do Judiciário nacional, deixaria o país perplexo, se ele ainda tivesse alguma coragem para enfrentar perplexidades. Há um claro sentimento de que, fosse de outra linha ideológica e não tivesse peitado alguns dos poderosos que hoje dominam o país, Dallagnol jamais teria sido cassado. É claro que vem mais por aí. O próximo na lamentável linha sucessória da cassação seria o ex-juiz e atual senador Sérgio Moro? E o alvo principal, Jair Bolsonaro? Será que a hora deles vai chegar? Infelizmente, é isso que está acontecendo no Brasil, onde opositor é tratado como inimigo e onde decisões judiciais têm atingido principalmente só um dos lados dos confrontos políticos. Lamentável.
Opinião de Primeira
