Protesto mantém BR-364 interditada em Cujubim mesmo após suspensão do pedágio



A BR-364, um dos principais corredores rodoviários do Norte do Brasil, continua interditada no quilômetro 563, nas proximidades do trevo de acesso ao município de Cujubim (RO), em meio a um protesto organizado por produtores rurais e moradores da região. A manifestação, que já dura vários dias, persiste mesmo após a Justiça Federal determinar a suspensão imediata da cobrança de pedágio no trecho concedido da rodovia.

O movimento tem como principais pautas a revogação do plano de desocupação da Estação Ecológica Soldados da Borracha e a contestação das tarifas de pedágio que haviam sido implantadas na BR-364 — consideradas pelas entidades representativas e pelos manifestantes como desproporcionais e injustas, especialmente diante da falta de conclusão das obras prometidas no trecho.

Continua após a publicidade.

Apesar da liminar concedida pela Justiça Federal, que atendeu a ações ajuizadas por associações como a Aprosoja/RO, Abiove e o partido União Brasil e que suspendeu a cobrança de tarifação imposta pela concessionária Nova 364 S.A., os manifestantes afirmam que outras demandas seguem sem respostas concretas, o que motivou a manutenção da interdição da rodovia.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o bloqueio permanece para o tráfego geral, com a passagem liberada apenas para ambulâncias e veículos em situação de emergência. Há relatos de que a pista possa ser aberta temporariamente em períodos específicos — por exemplo, entre meio-dia e 14h — mas depois voltar a ser fechada, sem previsão de liberação total por ora.

A mobilização não se limita a um simples protesto contra o pedágio: ela está diretamente ligada à tensão entre produtores rurais — que dependem da BR-364 para escoar sua produção — e as medidas ambientais e econômicas recentes que impactam diretamente a rotina e os custos operacionais dessas comunidades.

Continua após a publicidade.

A interdição da BR-364 tem causado reflexos no fluxo de pessoas e cargas entre municípios e entre estados (como o Acre), evidenciando o papel estratégico da rodovia, mas também as dificuldades de diálogo e negociação entre as demandas locais e as decisões administrativas e judiciais — apesar do recente avanço jurídico que suspendeu temporariamente a cobrança de pedágio.

A situação segue sendo monitorada por órgãos de segurança e pelas lideranças dos manifestantes, enquanto motoristas enfrentam lentidão e buscam informações atualizadas sobre o estado do trânsito e possíveis acordos que possam liberar a via de forma definitiva nos próximos dias.

Fonte: noticiastudoaqui.com

Continua após a publicidade.


Noticias da Semana

Veja +