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Mesmo estando inelegível por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele falou sobre a busca por prefeituras em 2024.
Em entrevista na última sexta-feira, 26 de julho, ao Crusoé, o ex-presidente Bolsonaro falou com entusiasmo político sobre as eleições de 2026.
Mesmo estando inelegível por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele falou sobre a busca por prefeituras em 2024 e indicou que será influente no pleito de 2026.
“Eu costumo dizer que só estou morto quando estiver enterrado”, disse o ex-presidente.
“Primeiro temos de pensar em 2024. Talvez a gente consiga fazer mil prefeituras, essa é a meta do Valdemar [Costa Neto, o presidente do Partido Liberal]. Tem muito prefeito vindo para o nosso lado. No momento, estamos com um problema que todos os partidos gostariam de ter: candidatos em excesso. O que nós queremos é que a esquerda não ganhe mais municípios por aí”, analisou o ex-chefe do executivo.
Logo após, Jair Bolsonaro também informou que as articulações com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), estão bastante avançadas e o descreveu como uma “pessoa humilde, que tem trabalhado”.
Também ressaltou que estão analisando alguns nomes e que Valdemar e ele estão na “iminência de fechar” com um deles, sobre ao vice de chapa.
“puro politicamente” e um “gestor fenomenal”, disse Bolsonaro, se referindo a sua relação ao ex-ministro e governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-líder do Planalto nega que as divergências entorno da reforma tributária tenham afetado sua relação com Tarcísio.
“Tarcísio é uma pessoa fantástica, um gestor fenomenal. Uma pessoa pura, até. Acho ele não vai gostar de eu falar que ele é puro. Mas ele tem uma pureza na política. Acredito que ele tinha propostas para ganhar alguns milhões por ano aí fora, na iniciativa privada, e eu o convenci a dar sua cota de sacrifício como candidato aqui em São Paulo. Ele tem uma cabeça fantástica e é um gestor. Então não vou dizer que ele errou. Ele focou muito nos interesses de São Paulo. Sempre esteve tudo bem, não pode ter problema entre nós”.
Inelegível até 2030
Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou, na sexta-feira, 30 de junho, o ex-presidente Jair Bolsonaro à inelegibilidade pelo período de oito anos. Com o entendimento, o ex-presidente fica impedido de disputar as eleições até 2030. Cabe recurso da decisão.
O TSE julgou a conduta de Bolsonaro durante reunião realizada com embaixadores, em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação. A legalidade do encontro foi questionada pelo PDT.
Após a maioria de votos formada contra o ex-presidente, o julgamento prosseguiu para tomada do último voto, proferido pelo presidente do tribunal, ministro Alexandre de Moraes, que acompanhou a maioria para condenar Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Para o ministro, Bolsonaro usou a estrutura pública para fazer ataques ao Poder Judiciário e a seus membros durante a reunião e divulgar desinformação e notícias fraudulentas para descredibilizar o sistema de votação. Entre as falas, Bolsonaro insinuou que não seria possível auditar os votos dos eleitores.
“A resposta que a Justiça Eleitoral dará a essa questão confirmará a fé na democracia, no Estado de Direito, no grau de repulsa ao degradante populismo renascido a partir das chamas do discurso de ódio, discursos antidemocráticos e que propagam desinformação, divulgada por milicianos digitais”, afirmou.
Além de ser realizado no Alvorada, o evento foi pela transmitido pela TV Brasil, emissora de comunicação pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
(portalprefeitura)
