Rocha não está só



Quando o assunto é a crise na qual está engolfada a saúde estadual, logo se aponta o dedo na direção do governador Marcos Rocha, atribuindo-lhe a responsabilidade pelos males crônicos do setor, o que não deixa de ser uma atitude justificável, considerando que ele foi eleito e reeleito para resolver os problemas que angustiam a população rondoniense nos mais diversos setores da administração, entre eles saúde, educação, segurança pública, apenas para citar o tripé de suas duas campanhas eleitorais para o governo de Rondônia, mas há outras áreas também essenciais.

Contudo, não é exatamente isso o que se vem acompanhando na internet durante os seis anos e cinco meses em que Marcos Rocha está no comendo do estado, período no qual pouco ou quase nada foi realizado para melhorar a qualidade dos serviços de saúde prestados à população. Houve algumas pequenas mudanças, reconheça-se, mas elas não passam de um grão de areia num mar de dificuldades. Em março deste ano, uma equipe de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) esteve, mais uma vez, inspecionando o Hospital João Paulo II. Apenas um defeito anteriormente apontado pelos técnicos foi resolvido, mas ainda há problemas graves, como pacientes internados nos corredores, instalações precárias, com goteiras e ar-condicionado pifado, além da carência de profissionais para atendimento.

Vale destacar quem estava na direção da Secretaria de Estado da Saúde, no primeiro mandato de Marcos Rocha (2019/2022), era o senhor Fernando Máximo, que assumiu a pasta com a missão de colocar ordem na casa, porém, ficou só discurso. Infelizmente, mais de oitenta e cinco mil rondonienses se esqueceram disso, tanto que o presentearam com o mandato de deputado federal, sendo o mais votado pelo estado. Marcos Rocha tem, sim, sua parcela de responsabilidade pelo caos que impera na saúde, mas ele não está sozinho.




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