Quatro prefeitos de Rondônia podem renunciar em março para disputar eleições estaduais



Redação, Porto Velho, RO, 29 de janeiro de 2029 — À medida que o calendário eleitoral de 2026 se aproxima, quatro prefeitos de municípios de Rondônia já sinalizam a intenção de renunciar aos seus mandatos no fim de março para disputar cargos nas eleições estaduais deste ano. A movimentação está sendo observada como um dos principais trunfos na reorganização das forças políticas do estado e pode alterar o cenário eleitoral nas disputas por vagas na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) e no Governo do Estado.

Entre os nomes que vêm realizando articulações políticas e sinalizando a desincompatibilização — processo pelo qual ocupantes de cargos públicos deixam seus postos para concorrer a outros cargos eletivos — está Jurandir de Oliveira Araújo, atual prefeito de Santa Luzia d’Oeste, filiado ao União Brasil, que deve renunciar para buscar uma vaga de deputado estadual. Outro gestor ligado ao mesmo partido é Denair Pedro da Silva, conhecido como Dena, prefeito de Alto Alegre dos Parecis, que também almeja disputar um assento na Assembleia Legislativa.

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O cenário político na corrida pelo Executivo estadual também tem ganhado atenção. Adailton Fúria, prefeito de Cacoal pelo PSD, aparece nos bastidores como possível candidato ao cargo de governador, assim como Flori Cordeiro, prefeito de Vilhena filiado ao Podemos, que também avalia deixar a prefeitura para entrar na corrida pelo Governo do Estado. Ambos ainda mantêm conversas e negociações internas nos respectivos grupos políticos antes de confirmações oficiais.

A legislação eleitoral brasileira exige que prefeitos e outros ocupantes de cargos no Poder Executivo façam a renúncia com antecedência para se habilitarem como candidatos em eleições proporcionais ou majoritárias. Em 2026, o prazo para essa desincompatibilização termina no final de março, e é justamente esse limite que está motivando os movimentos anunciados pelos quatro gestores.

A expectativa é que, com a saída antecipada dos prefeitos de seus cargos, outros nomes das administrações municipais ou vice-prefeitos assumam interinamente as prefeituras até as eleições de outubro. A estratégia de antecipar a desincompatibilização é tradicional na política brasileira e visa dar mais tempo para os pré-candidatos se dedicarem às campanhas eleitorais.

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O processo eleitoral deste ano promete ser um dos mais disputados na história recente de Rondônia, com uma série de possíveis candidaturas em jogo e reorganizações partidárias que podem influenciar diretamente o equilíbrio de forças políticas no estado.

Fonte: noticiastudoaqui.com

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