Estratégias e rabiscos do pré-candidato do PL sacode a política de Rondônia; Máximo ou Schaid



Redação, Porto Velho (RO), 26 de fevereiro de 2026 — A dinâmica interna do Partido Liberal (PL) em meio às articulações eleitorais para outubro de 2026 ganhou novo capítulo com a divulgação de anotações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, envolvendo projeções sobre candidaturas nos estados, incluindo Rondônia. Os registros, feitos durante reuniões da cúpula do partido na semana passada em Brasília, mostram um quadro ainda em construção de nomes considerados preferenciais e desafios para definir chapas sólidas nas disputas majoritárias.

O documento, de caráter preliminar e intitulado “Situação nos Estados”, lista cenários eleitorais que o PL avalia nas unidades da federação na tentativa de consolidar palanques em apoio à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Em Rondônia, a imagem traçada pelos rascunhos coloca o senador Marcos Rogério, filiado ao PL, como o nome predominante tanto para a disputa ao governo quanto como uma das opções ao Senado Federal, numa movimentação que sugere peso político e influência do parlamentar no estado.

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Paralelamente, as notas do senador mencionam o deputado federal Fernando Máximo, atualmente filiado ao União Brasil, como um possível candidato ao Senado pelo PL — o que implicaria migração partidária para participar da corrida pela Casa Alta. Segundo a interpretação de analistas políticos e veículos que reproduziram o conteúdo, essa movimentação dependerá de articulações internas, especialmente caso outros nomes, como Bruno Scheid, vice-presidente estadual da legenda, optem por não concorrer.

Outro destaque das anotações é a referência ao governador Marcos Rocha, também de Rondônia, como figura que não estaria nos planos do PL para disputar cargos majoritários neste pleito, levando a uma espécie de “rifa” — termo usado no documento para sinalizar exclusões ou prioridades — em relação ao seu nome. Isso indica que, dentro da legenda, há uma avaliação crítica sobre quais lideranças podem fortalecer a chapa do partido no estado em 2026.

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A estratégia traçada por Flávio Bolsonaro e seus aliados reflete a complexidade de montar alianças fortes num cenário político nacional fragmentado e competitivo. A partir das anotações, percebe-se que o PL busca não apenas consolidar nomes tradicionais e partidários como Marcos Rogério, mas também sondar possíveis transferências de lideranças de outras legendas, como seria o caso de Fernando Máximo, para ampliar o leque de opções ao Senado.

Apesar da divulgação das notas, é importante destacar que o próprio senador Flávio Bolsonaro afirmou que essas anotações não refletem, necessariamente, posições pessoais ou decisões finais do PL, mas sim sugestões e debates internos que ainda serão avaliados e confirmados oficialmente ao longo das próximas semanas. Essa cautela ressalta como as articulações eleitorais ainda estão em curso, com negociações e definições que podem alterar o desenho atual das chapas partidárias.

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O impacto dessas movimentações pode ser significativo para o tabuleiro político de Rondônia, especialmente numa disputa em que duas vagas ao Senado estarão em jogo — uma das mais relevantes em termos de representação estadual no Congresso Nacional. A indefinição e disputa entre nomes como Rogério, Máximo e outros possíveis candidatos fazem com que o eleitorado acompanhe de perto os próximos passos dos principais partidos e lideranças políticas rumo às eleições de outubro.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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