Câmara Municipal de Porto Velho vive crise de “ingerência”




É mais ou menos isso que se pode inferir das palavras do médico dermatologista e vereador José Iraci Macário Barros, durante recente entrevista ao jornalista Robson Oliveira. O Poder Legislativo vive uma crise de ingerência, disse ele, sem, contudo, apontar o dedo na direção do responsável. Nem precisava, pois até as paredes da Casa sabe de quem o vereador estava falando. Macário reconheceu que o presidente Gedeão Negreiros “é gente boa”, mas não tem habilidade administrativa e política para conduzir os destinos da Casa.


Assim como as relações externas entre os poderes são importantes para garantir a governabilidade, uma boa convivência entre parlamentares e servidores é essencial para o bom funcionamento da Câmara Municipal, pois une a visão politica do parlamentar ao suporte técnico e administrativo, contribuindo para o êxito da administração. Macário não está sozinho no seu inconformismo com os rumos tomados pelo Legislativo Municipal. Servidores efetivos reclamam contra reajustes salariais pífios e a retirada de direitos. A valorização da categoria ficou só no discurso. E o que dizer de pessoas que se aposentaram há três anos ou mais e, até hoje, não receberam seus direitos.

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O presidente Gedeão pode até ser uma pessoa bem-intencionada, mas, reconhecidamente, já evidenciou não possuir as qualidades necessárias e indispensáveis requeridas pelo cargo. A Câmara Municipal vive uma crise de “ingerência” e, pelo andar da carruagem, tudo indica que a situação vai piorar. Agora, não adianta protestar. Afinal, foram eles mesmos que elegeram Gedeão, com direito, inclusive, a frases feitas antes de anunciar o voto.


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