O triste fim do governo Lula



Não está sendo fácil para o presidente Lula levar adiante seu projeto de poder tantos e tamanhos são os percalços que se antepõem em seu caminho a ponto de sua desistência da corrida eleitoral ser dada como certa por observadores políticos, principalmente depois de duas derrotas impostas pelo congresso nacional, em menos de vinte e quatro horas, começando pelo veto de Jorge Messias, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), para ocupa uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), algo que não acontecia há 132 anos, e, na sequência, a derrubada do veto ao PL da Dosimetria aos condenados pelos atos do 8 de janeiro.

Para onde o presidente Lula olha o cenário é de desgraça. A sua taxa de rejeição pessoal bateu 61% na pesquisa Poder Data de março de 2026. No mesmo período, a Atlas/Bloomberg registrou alta desaprovação de 51% e a BTG/Nexus apontou 51% de rejeição. Segundo analistas, a desaprovação estaria vinculada aos escândalos do INNS, do Banco Master e, principalmente, a perda de poder de compra da população, corroída pela inflação de alimentos. Em alguns supermercados de Porto Velho, o preço do quilo do coxão mole hoje varia entre R$ 38 e R$ 48. Isso é fato. Em vão é tentar escamotear a verdade com discursos retrógrados que em nada ajudam a resolver os graves e complicados problemas contra os quais a maioria da sociedade se debate.

Em meio a tantas notícias ruins, o governo aposta no Desenrola 2 como opção para reduzir o elevadíssimo endividamento da maioria da população. O problema é que muitos brasileiros não têm sequer dinheiro para comprar comida quanto mais para pagar suas dúvidas. Pelo jeito, o Desenrola 2 vai ser um fiasco, não muito diferente do que foi o primeiro, para desespero do presidente Lula e de seus aliados, quem veem a derrota nas urnas mordiscando-lhes os calcanhares.

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Valdemir Caldas 

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