Maldita insensibilidade!



Maria Aretuza da Costa Amorim de Oliveira. Para alguns, um nome como tantos outros; porém, para seus colegas de câmara municipal de Porto Velho, uma figura singular. Marilu, como era carinhosamente conhecida, morreu nesta manhã de quarta-feira (06.05). Ela tinha uma enorme vontade de viver. Mas Deus, em Sua infinita sabedoria, a chamou. E ela se foi. Curvou-se à soberana vontade do Pai Celestial. Marilu não pertence mais a este mundo devasso, cheio de trevas, onde a ambição pelo poder e pelo dinheiro parece ser a única obsessão das pessoas. Deixou familiares e amigos engolfados na triste do adeus e na imorredoura saudade.

Foi-se a mulher guerreira, a servidora exemplar e a colega de longa jornada, ficaram as lembranças. Agora ela descansa dos embates da vida. Estava na ativa. Pelo tempo de serviço e pela idade poderia ter se aposentado, mas preferiu ficar mais um pouco. Abraçou o dito segundo o qual quem não é visto, não é lembrado. Acreditou que sua presença poderia sensibilizar a mesa diretora, atualmente presidida pelo senhor Gedeão Negreiros, a pagar seus direitos trabalhistas. A exemplo de vários colegas seus, Marilu partiu sem receber o devido reconhecimento do poder legislativo, após seguidos anos de serviços prestados à instituição. Ela não só foi ignorada pela câmara, mas, principalmente, desrespeitada.

Alguém já disse que a alegria que estimula é irmã da dor que aperfeiçoa. Que Deus, em Sua infinita misericórdia, acolha nossa colega Marilu, e revigore a fé e o ânimo de seus familiares para superarem esse momento extremamente difícil, lembrando que em tudo devemos dar graças ao Senhor, porque essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus, como ensina Tessalonicenses. Vai com Deus, Marilu! Que o Senhor dê aos que negligenciaram seus direitos trabalhistas a merecida recompensa. Maldita insensibilidade!




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