
O vice-governador de Rondônia, Sérgio Gonçalves, não conseguiu reverter no Supremo Tribunal Federal (STF) a exoneração de servidores comissionados ligados ao seu gabinete, em mais um capítulo da crise política envolvendo o governador Marcos Rocha e o grupo político dos irmãos Gonçalves.
A decisão mantém as exonerações publicadas anteriormente pelo Governo de Rondônia, que atingiram dezenas de cargos comissionados ligados ao vice-governador e seus aliados políticos em diversas áreas da administração estadual.
Nos bastidores, a disputa política entre Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves se intensificou desde o fim de 2025, após divergências sobre a sucessão estadual e articulações eleitorais para 2026. O rompimento provocou uma série de mudanças administrativas, incluindo demissões de assessores e aliados do vice-governador.
A tentativa de reverter as exonerações no STF era vista como uma estratégia do grupo político de Sérgio Gonçalves para recuperar espaço dentro da estrutura do Governo. No entanto, a decisão da Suprema Corte fortalece o posicionamento do Palácio Rio Madeira e amplia o isolamento político do vice-governador dentro da atual gestão estadual.
O clima de tensão entre os dois grupos segue repercutindo nos bastidores da política rondoniense, especialmente após a confirmação de que Marcos Rocha permanecerá no comando do Governo até o fim do mandato, frustrando a expectativa de Sérgio Gonçalves de assumir o Executivo estadual antes das eleições.
Fonte: noticiastudoaqui.com