Câmara de Porto Velho arquiva pedido de impeachment do vereador Combate contra prefeito Léo Moraes



Redação, Porto Velho RO, 11 de maio de 2026 - A Câmara Municipal de Porto Velho decidiu arquivar o pedido de impeachment apresentado contra o prefeito Léo Moraes após análise técnica da Procuradoria da Casa concluir que não havia elementos jurídicos suficientes para a abertura de um processo político-administrativo. A decisão representa uma vitória momentânea para a gestão municipal e amplia o embate entre governo e oposição na capital rondoniense.

O pedido havia sido protocolado pelo vereador Marcos Combate, da oposição, que alegava supostas irregularidades administrativas cometidas pela atual gestão. No entanto, segundo o parecer da Procuradoria da Câmara, as acusações apresentadas não se enquadravam nas hipóteses previstas em lei para caracterização de crime de responsabilidade, requisito indispensável para o prosseguimento de um processo de impeachment contra prefeitos.

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O documento técnico também destacou ausência de provas robustas e de indícios concretos capazes de sustentar a instauração de uma comissão processante no Legislativo municipal. Com isso, o pedido foi arquivado antes mesmo de avançar para votação em plenário ou abertura formal do rito político.

Após a decisão, o vereador autor da denúncia afirmou que pretende recorrer e continuar fiscalizando os atos da administração municipal. Já integrantes da equipe jurídica do prefeito classificaram o pedido como uma ação de motivação política e comemoraram o arquivamento como reconhecimento da inexistência de irregularidades capazes de justificar afastamento do chefe do Executivo.

O episódio evidencia o ambiente de forte tensão política que marca os primeiros meses da atual gestão municipal em Porto Velho. O avanço de disputas entre grupos políticos, denúncias públicas e confrontos entre base aliada e oposição demonstra que o cenário pré-eleitoral para 2026 já começa a influenciar diretamente os movimentos dentro da Câmara Municipal.

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Especialistas em direito público apontam que pedidos de impeachment exigem não apenas denúncias políticas, mas comprovação objetiva de crime de responsabilidade previsto em lei. Sem sustentação técnica e jurídica consistente, a tendência é de arquivamento ainda na fase inicial de admissibilidade, como ocorreu no caso envolvendo o prefeito da capital.

Fonte: noticiastudoaqui.com

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