
O deputado estadual Delegado Camargo elevou o tom das críticas contra os embargos ambientais e os estudos para criação de novas áreas indígenas em Rondônia, classificando a situação como uma ameaça direta a milhares de produtores rurais que, segundo ele, estão sendo tratados como infratores antes mesmo de terem garantido o pleno direito de defesa. Para o parlamentar, famílias que construíram suas propriedades ao longo de décadas estão se tornando vítimas de decisões burocráticas que ignoram a realidade do campo e colocam em risco o patrimônio, a produção e o futuro de quem vive da terra.
Camargo afirma que os embargos ambientais vêm sufocando produtores que dependem da atividade rural para sobreviver. Na avaliação do deputado, muitos proprietários acabam atingidos por medidas severas sem receber orientação adequada ou sem a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos, gerando prejuízos financeiros, insegurança jurídica e um sentimento de abandono por parte do poder público. Segundo ele, o resultado é a penalização de trabalhadores que produzem alimentos, geram empregos e sustentam a economia de dezenas de municípios rondonienses.
O parlamentar também demonstrou preocupação com os estudos que analisam a criação ou ampliação de áreas indígenas no estado. Para Camargo, qualquer iniciativa dessa natureza precisa ser conduzida com absoluta transparência e ampla participação da população afetada. Ele alerta que novas restrições territoriais podem atingir propriedades consolidadas, comprometer investimentos e ampliar ainda mais a insegurança vivida por produtores que já enfrentam dificuldades provocadas pelos embargos ambientais.
Ao cobrar providências dos governos e dos órgãos responsáveis, Delegado Camargo sustenta que Rondônia não pode assistir passivamente ao avanço de medidas que, segundo ele, ameaçam direitos garantidos pela Constituição. O deputado defende equilíbrio entre preservação ambiental, respeito aos povos indígenas e proteção ao direito de propriedade, mas ressalta que nenhum cidadão pode ser transformado em vítima de decisões unilaterais ou processos conduzidos sem o devido contraditório.
A manifestação do parlamentar reforça um debate cada vez mais intenso em Rondônia. De um lado, produtores rurais cobram segurança jurídica e previsibilidade para continuar produzindo. De outro, avançam políticas de fiscalização e estudos territoriais que geram preocupação em diversas regiões do estado. Para Camargo, a prioridade deve ser impedir que famílias trabalhadoras paguem a conta de decisões que afetam diretamente seu patrimônio, sua renda e sua dignidade.
Fonte: noticiastudoaqui.com