O "tiozão" entrou no jogo e as entrevistas de Hildon viraram um fenômeno nas redes sociais




Hildon Chaves decidiu falar de política sem esconder o lado humano. Nas entrevistas recentes concedidas a rádios e sites de notícias, entre elas a conversa com o jornalista Juan Pantoja, e ainda nesta sexta-feira (04) no amanhecer do dia, com o Jornalista, Apresentador e Radialista Rando Silva, da 93,3 Rondônia FM, o candidato ao Governo de Rondônia abriu espaço para falar de saúde, idade, experiência e das próprias limitações.

Hildon disse que está bem de saúde, mas lembrou que enfrentou episódios de doença durante a pandemia, pelo menos quatro vezes. Segundo ele próprio, essa fase pode ter deixado reflexos e contribuído para que hoje já não tenha a mesma rapidez de raciocínio de quando era mais jovem.

A declaração, mais do que política, destacou o lado humano do candidato. Aos 58 anos, Hildon não tenta vender a imagem de um político jovem ou de alguém que precisa parecer infalível. Assume que o tempo passou, que a experiência aumentou e que o corpo já não responde exatamente como antes.

É daí que surge o personagem que ele próprio incorporou à campanha: o “tiozão”. Mas o “tiozão” também quer disputar o Palácio Rio Madeira e sabe que experiência, sozinha, não garante voto. No fim das contas, será o eleitor rondoniense quem decidirá se Hildon Chaves terá ou não a oportunidade de governar Rondônia.

O curioso é que essa postura mais espontânea parece ter encontrado uma resposta imediata do público. As entrevistas recentes provocaram forte movimentação nas redes sociais e, segundo os números divulgados pela campanha, mais de 10 mil novos seguidores chegaram aos perfis do Instagram da campanha e do próprio Hildon em menos de 24 horas. As pessoas não querem saber se eles está doente ou não, querem saber se ele está bem, se ele tem “sangue nos olhos” para governar o Estado de Rondônia.

Em uma eleição marcada por discursos ensaiados, ataques e promessas, Hildon parece ter encontrado o caminho mais humano e mais próximo das pessoas. Ele fala como pessoa e não como um candidato robotizado por marqueteiros. Admitir que envelheceu, reconhecer que passou por dificuldades e, ao mesmo tempo, mostrar que continua disposto a enfrentar uma disputa pelo Governo do Estado é mais humano do que se imagina.

No rádio, nos sites e nas redes, o “tiozão” está conseguindo uma coisa que toda campanha procura: ser ouvido. Agora, resta saber se essa conexão construída fora dos palanques será suficiente para transformar audiência, seguidores e simpatia em votos nas urnas.



Notícias no WhatsApp
Receba as notícias de Porto Velho e Rondônia no seu celular.
Entrar no grupo

Noticias da Semana

Veja +