Operação da PF combate crimes ambientais em 3 estados e bloqueia R$ 11,3 milhões dos suspeitos




A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) a segunda fase da Operação Olhos Fechados, ampliando o cerco contra uma organização criminosa suspeita de atuar em um esquema de desmatamento ilegal, garimpo clandestino e lavagem de dinheiro com ramificações em Rondônia, Mato Grosso e São Paulo. A ofensiva representa um dos maiores desdobramentos recentes de combate aos crimes ambientais na Amazônia e busca identificar os líderes do grupo, além de descapitalizar financeiramente a estrutura criminosa.

Durante a operação, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão nos três estados. Além disso, a Justiça determinou que 17 investigados passem a utilizar tornozeleiras eletrônicas como medida cautelar para garantir o andamento das investigações e evitar a continuidade das atividades criminosas.

Outro ponto de destaque da operação foi o bloqueio de até R$ 11,3 milhões em bens e ativos financeiros pertencentes aos investigados. O montante corresponde ao prejuízo ambiental estimado na primeira fase da investigação e representa uma tentativa de impedir que os suspeitos continuem movimentando recursos obtidos por meio da exploração ilegal dos recursos naturais da Amazônia.

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Segundo a Polícia Federal, as investigações revelam que o grupo é suspeito de promover desmatamento em áreas públicas, exploração ilegal de minérios e ocultação dos lucros obtidos com essas atividades, utilizando mecanismos de lavagem de dinheiro para dar aparência de legalidade aos recursos provenientes dos crimes ambientais. Nesta nova etapa, os investigadores concentram esforços para identificar os responsáveis pela liderança e financiamento da organização criminosa, bem como mapear toda a cadeia financeira utilizada para esconder o patrimônio acumulado ilegalmente.

A apuração também busca identificar empresas, intermediários e pessoas físicas que possam ter participado da movimentação dos recursos, seja por meio da aquisição de bens, abertura de empresas de fachada ou utilização de terceiros para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder por associação criminosa, extração ilegal de minérios, desmatamento em terras públicas e lavagem de dinheiro, sem prejuízo da inclusão de novos crimes que venham a ser descobertos durante a análise do material apreendido e da quebra do sigilo financeiro autorizada pela Justiça.

As investigações integram a estratégia permanente dos órgãos federais de repressão aos crimes ambientais na Amazônia Legal, região que enfrenta constantes pressões provocadas pelo avanço do desmatamento, do garimpo ilegal e da ocupação irregular de áreas protegidas. Além dos impactos econômicos, essas atividades provocam degradação ambiental, perda de biodiversidade, contaminação de rios e conflitos fundiários.

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A segunda fase da Operação Olhos Fechados reforça a atuação da Polícia Federal no combate às organizações criminosas que exploram ilegalmente os recursos naturais da região amazônica e demonstra uma estratégia que vai além da responsabilização criminal, atingindo também o patrimônio dos investigados e as estruturas financeiras que sustentam a prática dos delitos. Com o avanço das diligências, a expectativa é que novos elementos permitam identificar outros participantes do esquema e ampliar o alcance da responsabilização judicial.

Fonte: noticiastudoaqui.com



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