Hora de decisão



Começou o horário de propaganda eleitoral gratuita por meio do qual os candidatos aos mais diferentes cargos da República vêm expondo suas ideias. Conquanto não se possa desvincular as eleições para os governos dos estados da eleição para a presidência do Brasil, a grande verdade é que está catalisa, de fato, as atenções dos brasileiros.

Como se tem visto nas mais recentes pesquisas eleitorais, o embate ocorre entre um governante que vem se alternando no comando do país há vários anos, no caso o presidente Lula (PT), e seu oponente mais direto, senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário ferrenho do petismo.

Trata-se de um enfrentamento entre duas propostas completamente antagônicas para o Brasil, conquanto ambos os concorrentes se comprometem a promover o equilíbrio fiscal e garantir o cumprimento dos contratos, condições mínimas, aliás, para que se possa pensar nas inúmeras mudanças anunciadas.

No momento, a situação do Brasil não é nada confortável e, justamente por isso, espera-se que os comandos das campanhas decidam pelo debate puro e simples de governo, porque, no fundo, é exatamente isso que importa para a população brasileira, porém, é fato que o petista vem jogando duro contra o candidato do PL, repetindo, assim, uma tática usada contra outros concorrentes em eleições passadas. É importante, contudo, que essa dureza não descambe para a baixaria, que ninguém aguenta mais.

O brasileiro quer saber, essencialmente, como ficará a sua vida em uma possível nova administração, considerando que, nos últimos anos, apesar da estabilidade monetária, que hoje nem existe mais, os grandes problemas sociais não foram, sequer, amenizados, com a violência correndo solta nas grandes e médias cidades. Não menos grave é o número de pessoas que ainda vive abaixo da linha de pobreza, sem saúde, emprego e habitação.

É certo que o eleitor que vai às urnas em outubro próximo para decidir o seu futuro está mais amadurecido pelas dificuldades e pelo exercício do voto. Que o faça com muita reflexão e responsabilidade. Isso porque, outra chance, só daqui a quatro anos.




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